O economista e professor Maximiliano Lupenha, da Faculdade de Economia da Universidade José Eduardo dos Santos (UJES), no Huambo, defende a implementação de políticas públicas eficazes e de uma educação de qualidade orientada para a juventude.
Para o académico, estes factores são essenciais para impulsionar a diversificação da economia nacional e promover o crescimento sustentável.
Segundo Maximiliano Lupenha, “os jovens devem ser reconhecidos não apenas como os protagonistas do futuro, mas também como agentes fundamentais do desenvolvimento no presente, devido à sua capacidade de inovação, criatividade e apresentação de novas perspectivas para os sectores tradicionais da economia”.
Maximiliano Lupenha considera que o aproveitamento do potencial dos jovens exige medidas concretas que favoreçam a sua participação activa. Segundo o economista, essa inserção deve dar resposta às necessidades reais do mercado e estimular o desenvolvimento sustentável da economia nacional, por meio da adopção de tecnologias e do aumento da produtividade nas cadeias de valor.
Estas medidas, acrescentou, poderão ajudar a reduzir a dependência do petróleo e a dinamizar sectores emergentes, promovendo a criação de rendimentos, empregos qualificados e inovação tecnológica.
O professor universitário sublinhou que a diversificação económica depende também do espírito empreendedor dos jovens e do fortalecimento do ensino técnico e superior, sempre alinhados às exigências do mercado de trabalho. Para o académico, é igualmente crucial criar um ecossistema favorável à investigação aplicada, incubação de empresas e ao acesso a financiamento em condições competitivas.
O académico defendeu, igualmente, a necessidade de promover uma formação que combine conhecimentos teóricos com competências digitais, empreendedorismo, gestão de projectos e educação ambiental, de modo a preparar os jovens para transformar ideias inovadoras em iniciativas empresariais viáveis.
Maximiliano Lupenha reiterou a necessidade de desenvolver acções coordenadas entre as universidades, os governos, o sector privado e a sociedade civil, com vista à criação de oportunidades para a participação efectiva dos jovens no desenvolvimento económico.
Justino Victorino | Huambo




