Luanda – A economia de Angola precisa de políticas públicas impactantes na vida dos cidadãos, incentivos e capacitação dos jovens para gerar mais postos de emprego no país, face aos desafios actuais, defenderam, esta quarta-feira, em Luanda, os economistas angolanos.
Luanda – A economia de Angola precisa de políticas públicas impactantes na vida dos cidadãos, incentivos e capacitação dos jovens para gerar mais postos de emprego no país, face aos desafios actuais, defenderam, esta quarta-feira, em Luanda, os economistas angolanos.
Segundo o economista Rui Malaquias, que falava num debate subordinado ao tema “O estado da economia em Angola”, a economia angolana tem ganhado, nos últimos tempos, bons números que têm atraído o investimento estrangeiro.
Apesar disso, prosseguiu, há ainda uma necessidade do capital estrangeiro para se ter uma economia crescente e que produza riqueza.
“A economia de Angola ainda precisa de financiamento, fábrica e empresários ambiciosos “, sublinhou.
Por sua vez, o bastonário da Ordem dos Economistas de Angola (OEA), Wilson Neves advogou a capacitação dos jovens que o país possui na sua maioria, para encontrar soluções aos desafios actuais.
Sobre a redução dos subsídios aos combustíveis no país, o bastonário da OEA disse ser fundamental agir em paralelo com a construção de uma política efectiva de transportes públicos.
Wilson Neves defendeu ainda o aumento dos níveis de produção e de produtividade para permitir a criação de mais postos de emprego e aumentar-se o nível de rendimento das famílias.
Ainda nesta senda, o economista Filomeno Vieira Lopes, citou a políticas de redistribuição e educação para resolver os problemas dos cidadãos angolanos
Já o economista Carlos Rosado de Carvalho pediu coragem para se fazer reformas estruturais no sentido de se ter uma economia melhor.
Por sua vez, o economista Daniel Sapateiro salientou que o país está com o quadro macroeconómico positivo, mas que isso "não implica o desaparecimento das exigências aos desafios".
Entre os desafios, apontou os subsídios aos combustíveis em que defende a análise das despesas públicas para se evitar o impacto negativo das alteração dos preços do referido produto.
"Temos que abrandar as despesas públicas e aumentar as receitas para conseguir manter os preços dos combustíveis socialmente aceites", realçou. AMC/QCB



