Os empresários e as representações africanas de negócios presentes na 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA) 2026, encerrada domingo na Zona Económica Especial (ZEE), na província do Icolo e Bengo, afirmaram que regressam na próxima edição porque consideram o evento positivo para a concretização das estratégias de parcerias sólidas e abertura de novos mercados.
Para os integrantes de missões africanas oriundas de países como África do Sul, Ghana, Zâmbia e RDC, as experiências vividas na FILDA/2026 são replicáveis nos respectivos países, mas esperam voltar, consolidar os contactos e estabelecer novas áreas de cooperação com parceiros angolanos e de outras regiões do mundo com os quais dialogaram ao longo dos seis dias de evento. Com aposta no sector Alimentar e de Bebidas, concretamente na produção de enlatados e vinhos, Edwin Naidoo esteve na FILDA pela Embaixada sul-africana acreditada em Angola, após o próprio ter correspondido ao convite para a grande feira feita pelo Governo local a solicitar uma missão empresarial. Da República Democrática do Congo (RDC), uma das potencialidades exibidas foi o chocolate de vários sabores e aromas, produzidos pela empresária Merice Kinanga, proprietária de uma pequena indústria em Kinshasa. Para a empresária, Angola é um país de oportunidades e como prova conseguiu novos contactos que, ao degustarem o produto, prometeram aprofundar a conversa em outros fóruns, fazendo-a acreditar em novas e futuras parcerias entre os dois mercados. Indústria têxtil O artesanato e o trabalho manual foram os grandes destaques do pavilhão da República do Ghana na FILDA 2026. O espaço reuniu uma vasta variedade de produtos feitos com tecidos africanos, como carteiras, brincos, blusas, quimonos, calçado, fatos e cestos, servindo como plataforma para vendas, networking e partilha de visões de negócios. Entre os expositores esteve o estilista Kwame Nyame, director executivo da indústria Procureg 8. Estreante no evento, Nyame afirmou deixar Angola muito satisfeito. Além de fechar parcerias para o fornecimento de produtos, ele registou um grande volume de vendas, com destaque para as camisas e os fatos africanos. “Os preços que pratiquei foram promocionais de feira, variando entre 30 e 50 mil kwanzas. No dia a dia, muitas dessas peças têm um custo real entre 80 e 150 mil kwanzas”, sublinhou o estilista. Nyame também felicitou o Governo de Angola e os seus parceiros pela organização, destacando o crescimento económico visível nas exposições. A vinda dos expositores internacionais foi coordenada por agências de exportação e associações empresariais locais. Destacaram-se a Autoridade de Exportação e Promoção do Ghana, a Agência de Desenvolvimento da Zâmbia e as agências de exportação da RDC e de São Tomé e Príncipe. Em termos de representação, o Ghana contou com mais de 20 empresas presenciais e a África do Sul com 16. A Zâmbia levou mais de 10 associadas, enquanto as comitivas da RDC, Namíbia e São Tomé e Príncipe — embora com números finais por confirmar — mantiveram-se altamente activas ao longo de toda a feira.




