Empresários angolanos e brasileiros defenderam, na quinta-feira, em Luanda, o aprofundamento da cooperação económica entre Angola e o Brasil, com o objectivo de facilitar a actividade do sector privado e criar mecanismos que aproximem empresas dos dois países.
A posição foi manifestada durante o segundo painel do dia, dedicado às relações económicas entre Angola e o Brasil, à margem do Fórum de Economia Brasil-Angola, que decorre de 3 a 7 de Setembro.
O painel contou com a participação do presidente Conselho de Administração do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), Bráulio Augusto, director do sector comercial da Embaixada do Brasil, Cassiano Buhler, director-geral da Alimenta Angola, Luiz Mattos, e da CEO da Probeauty Indústria de Cosméticos, Fátima Silva.
Na sua intervenção, Cassiano Buhler explicou que a instituição que dirige tem procurado facilitar o contacto entre empresários brasileiros e angolanos, através de realizações de missões empresariais, produção e partilha de informação comercial, bem como da promoção de encontros de negócios.
Segundo Cassiano Buhler, empresários brasileiros com experiência em sectores como a agricultura, agro-indústria e tecnologia demonstram interesse no mercado angolano, e na sua opinião a concretização destas intenções de investimento pode beneficiar o actual processo de diversificação da economia de Angola.
Para o responsável, que defendeu ainda o reforço das relações comerciais e de investimento entre os dois países, a proximidade histórica, cultural e linguística constitui uma vantagem para a criação de novas parceiras empresariais.
Reforço na cadeia de valor
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração(PCA) do INAPEM, Bráulio Augusto, considerou fundamental uma maior integração nas cadeias de valor das duas economias para a diversificação e desenvolvimento da indústria transformadora.
Essa integração, acrescentou, deve abranger áreas como a produção, logística, comércio e serviços, de modo a garantir que os produtos nacionais cheguem ao consumidor final com qualidade e a preços acessíveis.
Para o PCA do INAPEM, a cooperação com o Brasil pode contribuir para este processo, através da transferência de conhecimento e da experiência acumulada pelas empresas brasileiras em áreas como a agro-indústria, comércio, serviços e logística.
Bráulio Augusto destacou, igualmente, a importância do acesso ao financiamento e da criação de condições para que o INAPEM possa participar em contratos de fornecimento de bens e prestação de serviços.
O responsável defendeu que a relação económica entre Angola e o Brasil deve ultrapassar as tradicionais trocas comerciais e apostar no estabelecimento de parcerias duradouras entre empresas dos dois países.
“A cooperação vai permitir identificar resultados concretos, como a criação de empregos, estabelecimento de empresas, transferência de conhecimento e desenvolvimento de projectos conjuntos”, considerou.



