O Reino Unido está presente na 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), com um total de 15 empresas que participam com o objectivo de encontrar parcerias com operadores do sector público e privado angolano, a fim de implementar programas de sustentabilidade social em prol da população, como unidades hospitalares.
As empresas são associadas à Câmara de Comércio e Indústria Angola - Reino Unido, que controla 130 associadas, das quais 55 estão em efectiva actividade. Das participantes, nesta edição da FILDA, três fazem-se presentes pela primeira vez e outras já conhecem e actuam no mercado angolano. Fruto da cooperação com o Governo de Angola, através de ministérios e instituições públicas, a Embaixada e a Câmara de Comércio Angola - Reino Unido captaram investidores para programas de sustentabilidade, disponíveis para a população, como são os casos dos hospitais Azancot de Menezes e o dos Queimados, este último a ser inaugurado em breve, na Centralidade do Kilamba, em Luanda, assim como a primeira linha férrea construída no pós-independência, no trajecto Luena-Saurimo, ligado às províncias do Moxico e da Lunda-Sul. Em declaração ao Jornal de Angola, o director do Comércio e Investimento do Departamento de Negócios do Reino Unido em Angola, Hélder Sampaio, sublinhou que a Embaixada tem envidado esforços para que as empresas britânicas invistam também em outros sectores sem ser o petrolífero. Por esta razão, reforçou que a missão diplomática também se faz presente para que em conjunto com a classe empresarial do Reino Unido proporcionem bons negócios, garantindo aos futuros parceiros e investidores britânicos que Angola está aberta para novos acordos. Hélder Sampaio disse que as empresas britânicas estão dispostas a investir e outras encontram-se já com projectos firmados como o das empresas petrolíferas Shell, que saiu de Angola e agora regressa com um investimento de quase 1.5 mil milhões de dólares. “Convidamos a classe empresarial nacional, pública e privada a visitar o nosso pavilhão no qual estão disponíveis investidores que pretendam entrar no mercado angolano”, sublinhou, informando que 2025 o volume da balança comercial entre Angola e Reino Unido rondou os 2,4 mil milhões de libras. A maior parte do volume, frisou, está mais virado para o Reino Unido, mas em contramão, da parte de Angola existe um investimento da Agência de Exportação de Crédito, que é a ECA, o UKF, que fez um investimento nos últimos cinco anos no valor de 2 mil milhões em infra-estruturas, apoiando programas de investimento público e trabalhando directamente com o Ministério das Finanças. “A nossa relação entre Angola e Reino Unido fortifica-se, cada vez mais, no domínio político, económico e comercial”, garantiu.




