A Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleos e Minérios de Angola (CCIGPMA) e a Associação das Empresas Prestadoras de Serviços da Indústria Petrolífera Angolana (AECIPA) assinaram, esta terça-feira, em Luanda, um memorando de entendimento para o reforço da participação das empresas nacionais na cadeia de fornecimento de bens e serviços do sector petrolífero.
O acordo prevê maior articulação entre as duas instituições, acções de capacitação, identificação de oportunidades de negócio e criação de condições para aumentar a competitividade das empresas angolanas que actuam ou pretendem actuar na indústria petrolífera.
Durante a cerimónia de assinatura, a presidente da CCIGPMA, Isabel Fonseca, defendeu maior articulação entre as instituições que actuam no sector, de modo a evitar a dispersão de esforços e criar respostas mais eficazes às necessidades das empresas nacionais.
Em declarações à imprensa, a presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleos e Minérios de Angola (CCIGPMA), Isabel Fonseca, explicou que algumas empresas enfrentam dificuldades no acesso aos concursos e às oportunidades de negócio existentes na indústria petrolífera, situação que, em determinados casos, está relacionada com o desconhecimento dos projectos em curso, das concessões e das estratégias definidas para o desenvolvimento do sector.
A responsável sublinhou que "A parceria pretende igualmente contribuir para a implementação efectiva do Conteúdo Local, através da aproximação entre as empresas nacionais e os diferentes intervenientes do sector, bem como da promoção da transferência de conhecimento e tecnologia".
“Se nós não estivermos alinhados àquilo que é a estratégia, não conseguimos identificar quais são as oportunidades”, afirmou Isabel Fonseca.
A parceria deverá desenvolver acções de inteligência de negócio, identificação de oportunidades e aconselhamento empresarial, permitindo às empresas avaliar as suas capacidades e preparar-se para responder às exigências dos concursos.
Durante a cerimónia de assinatura os intervenientes alertaram que a obtenção de uma licença de actividade não garante, por si só, condições para uma empresa participar nos concursos da indústria petrolífera.



