ENDE prevê instalar até 2029 1,2 milhão de novos contadores

A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) prevê instalar, até 2029, um milhão e 260 mil contadores pré-pagos em todo o território nacional, com o objectivo de promover um consumo mais racional de energia e alargar o acesso deste serviço a um maior número de famílias angolanas.
A informação foi avançada pelo administrador executivo da ENDE, Lauro Fortunato, durante uma conferência de imprensa realizada no segundo dia da 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA) 2026. Segundo o responsável, já foram instalados mais de 300 mil contadores pré-pagos nas províncias de Luanda, Huíla, Malanje, Zaire, Namibe, Cunene e Huambo. No plano de expansão, a província de Luanda lidera o número de instalações previstas, com 693.504 contadores, seguida de Cabinda, com 77.791, Cuanza-Sul, com 61.147, e Huambo, com 52.603, durante o período de implementação do projecto. Lauro Fortunato explicou que a iniciativa pretende não apenas melhorar a arrecadação de receitas da ENDE, mas, sobretudo, garantir maior justiça na cobrança do consumo de energia. Elevados prejuízosO administrador manifestou preocupação com os constantes actos de vandalismo contra as infra-estruturas eléctricas, sublinhando que estes têm provocado elevados prejuízos ao Estado e deixado milhares de famílias sem fornecimento de energia. Como exemplo, citou a vandalização de sete torres de transporte de energia que afectou a cidade do Sumbe, privando mais de 300 mil famílias das províncias de Benguela e Cuanza-Sul do fornecimento de eletricidade. Segundo explicou, os impactos vão além dos prejuízos financeiros, afetando igualmente a economia e os serviços sociais, uma vez que indústrias, escolas, hospitais e outras instituições deixam de funcionar normalmente, sobretudo durante o período noturno. "Também assistimos recentemente, em Cacuaco, à vandalização de cerca de sete torres de alta tensão, o que privou do fornecimento de energia eléctrica a mais de 60 mil famílias do casco urbano e da zona da Vida Pacífica", referiu. De acordo com Lauro Fortunato, apenas este ano o vandalismo já provocou prejuízos avaliados em quase dois mil milhões de kwanzas, sendo Luanda, Zaire, Lunda-Sul e Huíla as províncias mais afectadas. O responsável apelou à população para que se abstenha da prática de actos de vandalismo, lembrando que a destruição de bens públicos constitui crime e pode resultar em penas de prisão que podem atingir 25 anos, nos termos da legislação em vigor. Recordou ainda que, em 2025, os actos de vandalismo provocaram prejuízos financeiros superiores a 50 milhões de dólares, salientando que a maior preocupação da empresa não se limita às perdas económicas, mas também aos impactos sociais causados pela interrupção do fornecimento de energia às famílias e aos serviços públicos.


