Estudo revela: diáspora angolana entre as menos activas na procura de vistos Schengen

Angola surge numa posição intermédia a baixa na lista dos países africanos cujas diásporas mais requerem vistos Schengen de curta duração, segundo dados da OCDE e da Comissão Europeia, analisados pelo The Africa Report.
No decurso de 2025, o número de pedidos submetidos por cada mil nacionais angolanos residentes no espaço europeu ficou muito aquém dos valores registados pelas diásporas tchadiana e namibiana, que encabeçam a tabela.
Na classificação geral, Angola figura entre a Costa do Marfim e a Tunísia, à frente de países como os Camarões, a Etiópia, a República Democrática do Congo, Marrocos, o Senegal, a Guiné, Madagáscar, o Mali e as Comores, que encerram a tabela com os valores mais baixos de todo o continente. Não obstante, o número de pedidos da diáspora angolana permanece muito distante dos milhares de pedidos por mil habitantes verificados nos países que ocupam os primeiros lugares.
O contraste é particularmente notório face ao Tchade, país que lidera a tabela: foram ali submetidos mais de 10.465 pedidos de visto por cada mil cidadãos residentes na Europa, ou seja, mais de dez vistos requeridos, em média, por cada tchadiano da diáspora.
Segue-se a Namíbia, com 8.618 pedidos por mil nacionais, e, mais atrás, a República Centro-Africana, a Mauritânia e o Quénia, todos acima dos 6.000 pedidos por mil habitantes. No que respeita à análise por região, Angola integra o grupo da África Austral, juntamente com países como a Namíbia, a África do Sul, o Zimbabwé e a Zâmbia.
Trata-se de um grupo que apresenta, no seu conjunto, valores bastante heterogéneos, com a Namíbia no extremo superior da tabela.
O estudo demonstra, ainda, que a dimensão da diáspora não é, por si só, determinante para o volume de pedidos: comunidades bastante mais numerosas, como a marroquina e a argelina, geram proporcionalmente menos pedidos de visto do que diásporas de dimensão muito inferior, como a tchadiana ou a centro-africana — circunstância que ajuda igualmente a contextualizar a posição relativa de Angola nesta tabela.



