A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa admite que o Executivo angolano enfrenta actualmente o desafio de definir prioridades de investimentos e garantir a prestação de serviços, num contexto em que cerca de 50 por cento do Orçamento Geral do estado (OGE-2026), é destinado ao pagamento da dívida pública.
A governante que falava recentemente no “podcast do gabinete de Quadros e da Secretaria para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa da Presidência da República, sublinhou ser necessário reduzir-se o peso da dívida, sem comprometer a execução de projectos estruturantes.
Segundo Vera Daves de Sousa, a definição de prioridades constitui um desafio, num país onde cerca de metade do orçamento é absorvida pelo pagamento da dívida, sem que o Estado consiga travar o investimento público.
“Quão mais assertivos formos, na definição de prioridades e na percepção de que temos fazer escolhas, tendo menos sectores a canibalizar outros, mais espaços teremos para fazer mais. O que se passa é que, como os recursos são limitados, e há sectores que pressionam bastante e depois sobra para os outros”, disse.
A governante defende uma repartição de responsabilidades, entre os sectores públicos e privados no desenvolvimento do país, cabendo ao Estado angolano assegurar a complementariedade desta parceria.
Segundo o relatório de execução do 4.º trimestre do OGE-2025, aprovado na Assembleia Nacional, revela que no período em análise foram realizadas despesas no valor de 13 mil milhões, 474 milhões e 841 mil kwanzas.
O stock da dívida avaliada em 62,18 biliões de kwanzas, registou um aumento na ordem de 4%, quando comparado com o terceiro trimestre de 2025, e um aumento de 9% face ao período homólogo, sendo que destes dados, cerca de 97% representam dívidas governamentais e 3% as dívidas das empresas públicas.



