A quarta edição da Feira Internacional de Cabinda (Expo-Cabinda 2026), arrancou, ontem, com a participação de empresas nacionais e estrangeiras, num total de 240 expositores, com operadores de dez países a procurarem oportunidades de negócio, parcerias comerciais e possibilidades de investimento na província.
Portugal, Brasil, Bélgica, França, China, Namíbia, África do Sul, Moçambique, República do Congo e República Democrática do Congo estão representados no certame, para fortalecer a componente internacional da feira e a aproximação de empresas de diferentes mercados às potencialidades económicas de Cabinda.
Na abertura do certame, a governadora de Cabinda, Suzana de Abreu, considerou a Expo- -Cabinda uma plataforma de promoção de negócios, oportunidades e investimentos, defendendo maior abertura da província ao investimento nacional e estrangeiro.
“A participação estrangeira constitui uma das principais características da presente edição, numa altura em que a província procura ampliar as relações comerciais com os mercados regionais e internacionais, aproveitando a sua posição geográfica e a proximidade com países da África Central”, observou.
Segundo a governadora, a localização estratégica de Cabinda, os recursos naturais, as terras aráveis e a proximidade com países vizinhos criam condições para o desenvolvimento de uma economia mais diversificada e para o reforço da produção local.
A responsável alertou, contudo, que as potencialidades existentes não são suficientes para garantir, por si só, o desenvolvimento económico, sendo necessário melhorar as infra-estruturas, os serviços e as condições para o exercício da actividade empresarial.
Para Suzana de Abreu, a criação de um ambiente de negócios mais favorável poderá contribuir para atrair investidores, aumentar a produção, gerar emprego e criar novas oportunidades para as empresas locais.
APROXIMAÇÃO EMPRESARIAL
O coordenador da comissão organizadora, Gilson de Neri, frisou que a presença de empresas estrangeiras é um dos mecanismos para reforçar a internacionalização da economia de Cabinda.
Segundo o responsável, a feira pretende facilitar o estabelecimento de contactos entre empresários, a criação de parcerias comerciais e a identificação de projectos de investimento.
A presença dessas empresas, continuou, ganha particular relevância devido à proximidade geográfica destes mercados, podendo favorecer o desenvolvimento de relações comerciais e a circulação de bens e serviços na região.
“A participação de operadores amplia o alcance do certame para além do espaço regional, ao permitir às empresas de Cabinda estabelecer contactos com potenciais parceiros de mercados com diferentes níveis de desenvolvimento e especializações económicas.
Gilson de Neri observou as potencialidades dos municípios da província, com realce para a Floresta do Maiombe, particularmente no domínio da madeira, bem como para os recursos minerais, incluindo o ouro.
Atribui, igualmente, atenção à participação de jovens empreendedores, para procurar criar condições para a apresentação de iniciativas empresariais e facilitar o contacto destes com potenciais parceiros. “Damos especial atenção à juventude que quer empreender”, disse.
EMPRESAS APRESENTAM ACTIVIDADES
Entre os principais expositores estão a Cimangola, o Porto de Cabinda, a Refinaria de Cabinda, o Governo Provincial de Cabinda e o município de Cacongo, que apresentam actividades, projectos e serviços ligados às potencialidades económicas da região.
Além da exposição empresarial, a Expo-Cabinda inclui palestras, sessões de contacto entre empresas, exposição de artesanato, literatura, actividades culturais e gastronomia.
Com duração de três dias, o certame pretende colocar empresas nacionais em contacto com operadores estrangeiros, criando condições para que a participação internacional possa resultar em novas parcerias, negócios e investimentos. &



