A Expo-Huíla/2026 assume o papel de principal plataforma de negócios da região Sul e coloca a agro-pecuária como motor de aceleração do desenvolvimento económico regional.
O evento foi aberto ontem, na Nossa Senhora do Monte,cidade do Lubango, e elegeu como lema “O Futuro Pertence ao Agro”. Conta com a presença de 800 empresas nacionais e estrangeiras, 90 das quais são provenientes da Namíbia.
Até domingo, a 33.ª edição da Expo-Huíla, maior feira multissectorial da região, empresários, produtores, investidores e instituições de diferentes áreas juntam-se pelo desafio de transformar a montra de produtos e serviços em oportunidades concretas de negócios, parcerias e investimentos.
Ao proceder à abertura oficial da Expo-Huíla 2026, o governador provincial da Huíla, Nuno Mahapi Dala, destacou o papel do sector Empresarial na dinamização da economia e considerou que o lema desta edição, “O Futuro Pertence ao Agro”, traduz a necessidade de valorizar os recursos da terra, as capacidades produtivas e as oportunidades existentes na província.
Para o governante, a Expo-Huíla constitui uma plataforma de promoção dos recursos naturais, do capital humano e da inovação, aproximando diferentes sectores da economia e estimulando parcerias.
“Uma classe empresarial forte e estruturada não beneficia apenas os empresários, beneficia toda a sociedade, gera emprego, cria rendimento e dinamiza a economia em diferentes escalas”, afirmou.
Nuno Mahapi Dala defendeu que o desenvolvimento económico deve ser medido não apenas pelos investimentos e transacções comerciais, mas também pela capacidade de melhorar as condições de vida das populações.
A aposta no agro ganha, por isso, particular relevância numa província com forte potencial agrícola e pecuário, mas que enfrenta igualmente o desafio de aumentar a transformação local das matérias-primas, acrescentar valor à produção e reduzir a dependência de produtos provenientes do exterior.
Presença estrangeira
O presidente da Associação Agro-Pecuária, Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), Paulo Gaspar, realçou a presença estrangeira de países como Namíbia, Portugal, África do Sul e Itália.
A dimensão alcançada pelo certame, segundo aquele responsável, demonstra a crescente confiança do sector Empresarial nas potencialidades da Huíla e cria condições para a captação de investimentos, ampliação de mercados e estabelecimento de parcerias capazes de transformar o potencial produtivo da província em negócios.
Conforme afirmou, a presença de dezenas de empresas estrangeiras representa, igualmente, uma oportunidade para o empresariado local estabelecer contactos com potenciais parceiros e explorar novos mercados, reforçando a posição da Huíla como possível plataforma de negócios entre Angola e outros países da África Austral.
Para a organização, a dimensão alcançada pela 33.ª edição confirma a capacidade da Expo-Huíla de atrair operadores económicos e criar um ambiente favorável à realização de negócios.
Mais do que uma feira de exposição, defende, o certame deve servir para aproximar capital, produção e mercado, contribuindo para a diversificação da economia, criação de emprego e aumento da produção nacional.
Da produção ao mercado: Capelongo “um menino que nasceu gigante”
A diversidade de produtos apresentados pelos expositores demonstra a amplitude da cadeia produtiva que a organização pretende colocar em contacto durante os cinco dias da feira.
Entre tendas, stands e dísticos, há um nome que a todos chama a atenção: Capelongo.
Nascido da nova Divisão Administrativa, 200 quilómetros da sede Lubango, o “menino” da Huíla nasceu já gigante do ventre da mãe, Matala, e mostra na Expo-Huíla a força do solo e das famílias que fazem da produção agrícola a actividade económica principal.
Na sua primeira participação, o município de Capelongoleva só amostra da produção local, mas enriquecida pela diversidade. Repolho, feijão, batata, beringela, milho, massambala, pepino, ginguba, fava, alho, cebola, mel, carne de suíno, chouriço, quimaia seca e vários outros produtos.
E também uma mensagem: vem conhecer o Capelongo.
A responsável do stand, Lisa da Silva, explica que a estratégia passou por levar à feira aquilo em que a região produz em larga escala.
Por ser a primeira participação, optaram por não transportar grandes quantidades, preferindo avaliar a receptividade dos consumidores. Ainda assim, as expectativas são elevadas.
“Trouxemos aquilo em que somos fortes e esperamos que todos os visitantes da Expo possam adquirir os nossos produtos”, afirmou.
A participação do município mostra, assim, uma das dimensões centrais da feira: aproximar a produção do consumidor e criar novas possibilidades de comercialização para os produtores.



