Exportações caem quase 18 por cento e importações disparam no 2.º trimestre

A balança comercial de Angola encolheu para 2,99 biliões de kwanzas no segundo trimestre reflectindo uma queda de 17,54 por cento nas exportações e um aumento de 19 por cento nas importações.
De acordo com as estatísticos do comércio externo divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) este recuo representa uma diferença de quase dois biliões de kwanzas em relação ao período homólogo anterior (4,90 biliões de kwanzas)
“A diminuição do saldo da balança comercial resulta do comportamento do preço do petróleo bruto”, refere-se no documento, principal produto de exportação do país.
O petróleo representou 89,2 por cento do total exportado pelo país, seguido por pedras e metais preciosos (6 por cento).
Já nas importações, lideram as máquinas e aparelhos (28,7 por cento), seguindo-se os combustíveis e minerais (12,2 por cento) e produtos alimentares (9,7 por cento).
A Ásia absorveu 68,1% das exportações, com a China a manter-se como principal destino das exportações angolanas (42,54 por cento do total), seguida pela Índia (10,32 por cento), Indonésia (7,37 por cento) e Espanha (6,58 por cento).
A Ásia lidera também as importações com 42,9 por cento das compras angolanas, seguida da Europa (33,6 por cento).
Os maiores fornecedores de Angola no segundo trimestre foram a China (21,34 por cento), Portugal (10,28 por cento), Reino Unido (7,26 por cento) e EUA (6,06 por cento).
Em África, o principal cliente angolano foi a República Democrática do Congo (43,39 por cento), seguindo-se a África do Sul (38,49 por cento), país que vendeu mais bens a Angola em África no segundo trimestre, representando 37,69 por cento das importações africanas.
As exportações continuaram a assentar em “Combustíveis e Lubrificantes” (88,9 por cento), mas esta categoria foi também a que mais caiu em termos absolutos no período em análise. Já nas importações, os produtos mais comprados foram fornecimentos industriais (27,9 por cento), bens de capital (27,4 por cento) e produtos alimentares e bebidas (14,4 por cento).


