EXPORTAÇÕES DE PETRÓLEO BRUTO E GÁS NATURAL EM ALTA

Os dados foram apresentados esta quinta-feira, 30 de Julho, pelo Secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Corrêa Victor, durante a sessão de balanço das exportações de petróleo bruto e gás natural, realizada no Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET).
Entre Abril e Junho de 2026, o país exportou 88,12 milhões de barris de petróleo bruto, avaliados em cerca de 8,91 mil milhões de dólares, ao preço médio ponderado de 101,087 dólares por barril. O volume exportado cresceu 2,22% face ao primeiro trimestre de 2026 e 3,85% em comparação com igual período de 2025. Já o valor das exportações aumentou 24,59% em relação ao trimestre anterior e 54,71% face ao segundo trimestre do ano passado.
A China manteve-se como principal destino do petróleo angolano, absorvendo 51,67% das exportações, seguida da Índia (12,20%), Espanha (5,45%) e Indonésia (5,08%).
No segmento do gás natural, as exportações totalizaram 1,52 milhões de toneladas métricas, das quais 87% corresponderam a Gás Natural Liquefeito (LNG). O volume exportado aumentou 4,63% em relação ao trimestre anterior e 10,74% face ao período homólogo de 2025. As receitas geradas pelas exportações de gás natural atingiram aproximadamente 1,25 mil milhões de dólares norte-americanos, representando um crescimento de 37,52% face ao primeiro trimestre de 2026 e de 64,21% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O mercado asiático continuou a liderar as compras de LNG angolano, com a Índia a concentrar 63,18% do total exportado, seguida do Bangladesh (20,86%) e da Tailândia (10,86%).
Durante a apresentação, Jânio Corrêa Victor referiu que a evolução do mercado petrolífero internacional foi marcada por factores geopolíticos e económicos. A melhoria das perspectivas de abastecimento mundial, associada ao cessar-fogo entre os Estados Unidos da América e o Irão, à recuperação das exportações no Golfo Pérsico e ao aumento da oferta da OPEP+, contribuiu para reduzir parte das pressões sobre o mercado.
Por outro lado, as restrições à navegação no Estreito de Ormuz, a redução das reservas comerciais de crude dos Estados Unidos e as tensões geopolíticas no Médio Oriente mantiveram preocupações relacionadas com a segurança do abastecimento global.
Neste contexto, o Brent Datado registou um preço médio de 103,849 dólares por barril no segundo trimestre de 2026, representando um aumento de 28% face ao trimestre anterior e de cerca de 53% em comparação com igual período de 2025.


