O Ano Agrícola 2025-2026 foi positivo para a Cooperativa de Comércio, Agricultura e Pescas Azerruth, tendo alcançado uma colheita de 15 toneladas de produtos diversos.
Este volume tende a aumentar na próxima campanha que se avizinha com o apoio do financiamento cedido pelo Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA).
A Cooperativa de Comércio, Agricultura e Pescas Azerruth é composta por 44 mulheres em situação de vulnerabilidade e que viviam em situação de extrema pobreza. Existe há quatro anos e está localizada no município do Ambriz, bairro do Wezo e tem mil hectares dos quais 45% da área é produtiva.
Cada membro da cooperativa é responsável por cinco hectares, onde produzem diversidades de produtos, com maior escala o feijão, milho e mandioca. As 44 mulheres que integram a cooperativa foram beneficiadas de um crédito do FADA no valor de sete milhões e 500 mil kwanzas.
O montante já foi depositado na conta de cada uma das beneficiárias, com o propósito de aumentarem a produção, admite a presidente da Cooperativa de Comércio, Agricultura e Pescas Azerruth, Ruth Jaca, em entrevista ao Jornal de Economia e Finanças, à margem da segunda edição da Expo-Bengo.
Ruth Jaca informou que a quantia atribuída foi igual para todas, sendo que todas foram contempladas com a mesma quantia.
RUTH JACA, PRESIDENTE DA COOPERATIVA DE COMÉRCIO, AGRICULTURA E PESCAS AZERRUTH
“A presença da Azerruth na economia angolana, sublinhou, é desenvolver de tudo um pouco e mostrar ao país que o género tem força e vontade para ajudar o Governo a alavancar a economia”, disse a responsável da cooperativa.
O financiamento foi atribuído no âmbito do programa Crédito à Mulher Rural, e para a efectivação da parceria, as contempladas assinaram o contrato com o FADA na segunda edição da Expo Bengo, documento que foi rubricado pelo presidente do Conselho de Administração do FADA, António David Dias da Silva e com as respectivas produtoras.
Reembolso é de 2% e será trimestral durante cinco anos. Testemunharam o acto de assinatura dos contratos, a secretária de Estado para o Comércio e Serviços, Augusta Fortes e a governadora do Bengo, Antónia Nelumba. Para a presidente da Cooperativa, a integração das mulheres na organização permitiu mudar-lhes o rumo de vida, sobretudo, no que toca ao empoderamento feminino.
Quanto ao número de integrantes, Ruth Jaca Azevedo diz que tende a aumentar porque existe uma lista de 450 mulheres que manifestaram interesse em fazer parte do grupo.
Para adesão à cooperativa, pede apenas que se cumpram os critérios plasmados na Lei das Cooperativas, acções que permitem aos membros aderirem a várias gamas de projectos não ligados à agricultura como a outros sectores de actividade.
É a primeira vez que a Cooperativa Azerruth participa na Expo Bengo que teve início na passada quinta-feira, dia 8 de Outubro.
Levou para exposição produtos diversos, nomeadamente, tomate, cenoura, banana, cebola, repolho, batata doce e rena, beterraba, entre outras variedades.
Do certame, Ruth Jaca Azevedo espera alcançar sucessos no intercâmbio com outras empresas e investidores para que juntos consigam dar um contributo no fortalecimento da economia nacional. &




