A Fazenda Agronegócio, localizada no sector da Calenga, município da Caála, província do Huambo, pretende reforçar o seu investimento na produção em grande escala.
O objectivo é responder à crescente procura impulsionada pela operacionalidade da Plataforma Logística da Caála, do Pólo Industrial e do Corredor do Lobito. O proprietário do imóvel, Luís Papelo Semente, considera que estes três investimentos estruturantes do Executivo vão catalisar a conservação, transformação, transporte e comercialização dos produtos agrícolas da região. Com uma área total de 48 hectares — dos quais metade está em alta produção —, a propriedade dedica-se ao cultivo de hortícolas, cereais, citrinos, abacates e outras variedades de frutas. Actualmente, a empresa comercializa milho, feijão, batata-rena, banana e café. Como parte da estratégia de expansão, já foi iniciada uma fase experimental com três hectares de abacateiros e 12 hectares de limoeiros, culturas com elevado potencial para abastecer o mercado nacional e, futuramente, integrar as cadeias de exportação. Na presente campanha agrícola, a colheita atingiu 50 toneladas de milho, igual quantidade de trigo, 30 toneladas de feijão, 78 de batata-rena, 200 de cenoura e 25 toneladas de repolho. Segundo Luís Semente, o crescimento significativo em relação ao ano anterior resultou do apoio do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), que financiou um tractor com as respectivas alfaias. O agricultor explicou que o expressivo salto produtivo alcançado nesta campanha torna urgente a atracção de investimentos para a instalação de indústrias de moagem e transformação no município da Caála. Luís Papelo Semente defende que, em vez de escoar os grãos em estado bruto, a província do Huambo precisa de capacidade tecnológica local para processar cereais como o milho e o trigo, convertendo-os em farinha fina e farelo de alta qualidade. Sob a óptica do produtor, essa transição para o modelo agroindustrial é o elo que falta para agregar valor real à produção camponesa nacional.




