A 41ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA) terminou com indicadores que reforçam a importância do certame para a economia nacional. Com 2.348 participantes, 144.942 visitas, 9,7 mil milhões de kwanzas em negócios directos e 4.916 empregos temporários, a feira registou crescimento em praticamente todos os principais indicadores.
O especialista em Assuntos Políticos e Económicos, Eurico Gonçalves, considerou que a FILDA já ultrapassou a condição de simples feira comercial, mas alerta que o impacto deve ser avaliado pelo que permanece na economia depois do encerramento.
“Transacção é o negócio realizado. Acumulação acontece quando esse negócio se transforma em investimento, expansão empresarial, emprego permanente, produção, impostos, exportações e novas cadeias de valor”, defendeu.
EURICO GONÇALVES ESPECIALISTA EM ASSUNTOS POLÍTICOS E ECONÓMICOS
Na sua perspectiva, os 9,7 mil milhões de kwanzas em negócios directos demonstram dinamismo e capacidade de aproximar oferta, procura, investidores e fornecedores. Contudo, reconheceu necessário acompanhar esses negócios seis, 12 e 24 meses depois da feira, para perceber quantos se transformam efectivamente em actividade económica.
Para o economista Joel Lopes Leite, a continuidade da FILDA é importante para a diversificação económica, sobretudo por permitir expor a produção nacional, promover a substituição das importações e criar oportunidades de financiamento.
Sobre o emprego, disse ser positivos os 4.916 postos temporários e os 9.690 colaboradores mobilizados para o funcionamento do evento, mas que o desafio está em transformar essa actividade temporária em emprego duradouro e aumentar a capacidade produtiva das empresas.
JOEL LOPES ECONOMISTA
Por sua vez, o economista Samuel Candinha considera que o crescimento de 22,8% dos negócios directos, para 9,7 mil milhões de kwanzas, juntamente com os mais de 144 mil visitantes e 2.348 participantes, confirma a consolidação da FILDA como plataforma de promoção da produção nacional e geração de negócios.
SAMUEL CANDINHA ECONOMISTA
O economista Daniel Tendo partilha desta leitura e considera que os resultados mostram uma feira cada vez mais orientada para negócios e conexão empresarial. Destaca as 144.942 visitas, os 9,7 mil milhões de kwanzas em negócios directos e o crescimento de 22,8%.
Daniel Tendo chama, porém, atenção para os 123,2 mil milhões de kwanzas em volume de negócios potencial, que representam uma expectativa e não necessariamente receitas já realizadas. Por isso, defende que sejam acompanhados os contratos efectivamente assinados, investimentos concretizados, novos clientes conquistados e compras de produção nacional. &
DANIEL TENDO ECONOMISTA



