FMI: países da CPLP em conjunto são a oitava maior economia do mundo

As economias da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) representam a oitava maior economia do mundo, se fossem agregadas como uma só unidade, de acordo com os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) relativos a 2026.
De acordo com as previsões de crescimento do FMI para este ano, quando se assinalam 30 anos da criação da comunidade, a junção dos países da CPLP representa uma economia que vale 3,2 biliões de dólares, ocupando a oitava posição entre as maiores economias do mundo, logo abaixo da França e acima da Itália, numa lista liderada pelos Estados Unidos da América e a China.
O Brasil, com um Produto Interno Bruto (PIB) nominal de 2,6 biliões de dólares, é o 'gigante económico' da CPLP, com uma economia que, sozinha, suplanta a soma de todos os outros países que compõem o grupo: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
A disparidade do tamanho destas economias espalhadas por quatro continentes é notória quando se olha para os dados: o Brasil, com mais de 200 milhões de habitantes e uma riqueza de 2,6 biliões de dólares está nos antípodas de São Tomé e Príncipe, cuja pequena economia insular vale apenas pouco mais de mil milhões de dólares.
A importância deste grupo de países que alberga cerca de 250 milhões de pessoas reflecte-se também no valor económico da partilha da mesma língua, havendo um estudo de 2018 que aponta que o valor do conjunto de actividades económicas dos países de língua portuguesa anda à volta dos 30 mil milhões de euros, representando menos de 10 por cento do Produto Interno Bruto Português previsto para este ano pelo FMI.
PIB de 2026
Angola................152,354
Brasil..............2.635,912
Cabo Verde..............3,448
Guiné Equatorial.......13,722
Guiné-Bissau ...........2,985
Moçambique ............23,275
Portugal..............380,637
São Tomé e Príncipe.....1,161
Timor-Leste.............2,17
Valores em milhares de milhões de dólares
Fonte: Fundo Monetário Internacional



