A colocação em montra de 20 mil frangos, produzidos a cada ciclo de 45 dias, vendidos para os mercados das províncias da Huíla, Namibe e Cunene pela Cooperativa dos Avicultores, está a atrair centenas de visitantes locais, de vários pontos de Angola e outros provenientes da vizinha Namíbia.
Desde a abertura da 33.ª edição da Expo-Huíla 2026, gestores de fazendas agrícolas, unidades de hotelaria e restauração, assim como gerentes de locais de comercialização de frescos das três províncias referenciadas avaliam a qualidade, regras de sanidade e sistema de conservação.
O interesse está em criarem-se condições efectivas para a Cooperativa dos Avicultores ser listada como um dos principais fornecedores.
O sócio-gerente da empresa Fresca Lumbo, situada na província do Cunene, Alberto Silipuleni, apresentou ao Jornal de Angola a avaliação feita ao frango produzido no município da Palanca.
“Estes frangos interessam a todos por serem produtos naturais feitos em Angola. Parabenizo e desejo mais empenho aos empreendedores da província da Huíla que, além da criação de galinhas para a produção em quantidade e qualidade de carne, apostam na produção de frutas.
A procura é considerável nos mercados nacionais e noutros pontos do mundo, com realce aos morangos e mortilho”, disse.
Já o presidente da Cooperativa dos Avicultores da Huíla, Miguel Kalandula, disse que a procura considerável dos frangos serve como reconhecimento e valor a ser dado à qualidade da produção nacional, que aos poucos começa a superar o importado que há muito tomou conta do mercado angolano.
“Estamos surpreendidos com a qualidade dos nossos frangos, já que os empresários namibianos que acompanham o embaixador da Namíbia em Angola, Leonard Iipumbu, questionaram sobre o local onde são criadas as galinhas e os equipamentos de processamento do frango”, disse.
Miguel Kalandula explicou que a comitiva namibiana quase que não acreditou que o alimento em referência é feito em num dos municípios da Huíla, com o nome de um dos animais raros do país, a Palanca.
Apoio do FADA
O custo do investimento ronda os 300 milhões de kwanzas desembolsados pelo Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) no quadro do reforço da produção avícola na Huíla, num financiamento global que ronda os 800 milhões de kwanzas deliberado à Cooperativa dos Avicultores da Huíla.
Miguel Kalandula descreveu que a expansão da criação já se repercutiu na redução do ciclo de produção de cerca de 40 para 30 dias, desde a incubação até ao abate, facto que está a possibilitar a dezenas de criadores a realizar mais ciclos durante o ano.
Produção de ração
O gestor da cooperativa Miguel Kalandula considerou ser necessário se começar a apostar na produção de ração de modo a reduzir consideravelmente os actuais preços praticados no mercado local e fazer com que novos empreendedores apostam na criação de galinhas e aumentar a produção.
Segundo aquele responsável, os avanços são notáveis, mas ainda se continua a enfrentar dificuldades face ao preço alto da ração que influencia na produção.
“Só com o aumento da produção nacional de cereais para o fabrico da ração vai ser possível a redução cada vez mais dos preços”, disse.



