Luanda - O Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) e a Agência Espacial Portuguesa assinaram esta segunda-feira, em Luanda, um memorando de entendimento estratégico para a criação de infra-estruturas e transferência de conhecimento especializado para o sector espacial angolano.
Luanda - O Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) e a Agência Espacial Portuguesa assinaram esta segunda-feira, em Luanda, um memorando de entendimento estratégico para a criação de infra-estruturas e transferência de conhecimento especializado para o sector espacial angolano.
O acordo visa à construção de um sistema de apoio ao desenvolvimento de produtos espaciais por start-up e pela academia angolana, criando um ecossistema denominado “Angola Space Hub”, num investimento tecnológico e de infra-estruturas, avaliado em 50 milhões de euros.
A propósito, o director-geral do GGPEN, Zolana João, esclareceu que o protocolo tem como objectivo desenvolver um ecossistema espacial no país e garantir a transferência de competências de especialistas europeus para técnicos nacionais.
Em declarações à imprensa, à margem do encerramento da Semana Mundial do Espaço, disse que esse memorando é resultado de um protocolo de cooperação rubricado há três anos.
De acordo com o gestor, na mesma ocasião, foram assinados outros dois protocolos, concretamente com as universidades Agostinho Neto (UAN) e com de Luanda (UniLuanda).
Para o GGPEN, a concretização desses acordos responde à necessidade urgente de transaccionar e consolidar o conhecimento acumulado para a academia angolana e para o desenvolvimento do Programa Espacial Angolano.
Na ocasião, o presidente da Agência Espacial Portuguesa destacou a importância estratégica da cooperação no domínio espacial, sublinhando que o reforço da parceria entre os dois países consolida o papel de destaque de Angola no continente africano.
Na visão do responsável, a criação do “Angola Space Hub” terá um impacto regional e continental.
Por sua vez, o reitor da UAN, Pedro Magalhães, explicou que a operacionalização deste e outros memorandos a fins exige a intervenção transversal de vários sectores.
Neste sentido, disse que a UAN assume a responsabilidade de alinhar a sua oferta formativa e preparar os jovens para que os programas anunciados sejam implementados com eficácia.
Questionado sobre a adaptação dos currículos académicos face às novas exigências, Pedro Magalhães esclareceu que o processo será gradual e ajustado às necessidades específicas de cada área.
Já o reitor da Universidade de Luanda (UniLuanda), Alfredo Buza, disse que a parceria visa conferir suporte legal e institucional às acções de cooperação técnica e de formação de quadros que já vinham sendo desenvolvidas entre ambas as partes.
Para o reitor, a cooperação com o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional abre portas para a consolidação de projectos nas áreas de tecnologia e inovação.
Em declarações à imprensa, o responsável sublinhou que a cooperação vai permitir regularizar iniciativas conjuntas já existentes, destacando que vários quadros do GGPN foram formados pelo Instituto de Tecnologias de Informação e Comunicação da Universidade de Luanda.
“Para nós, trata-se de dar o cunho legal e formal ao que já temos feito e continuaremos a fazer. Estamos muito satisfeitos por dar este passo em frente”, enfatizou o reitor. OPF/QCB




