O Governo angolano licitou um total de 72 blocos petrolíferos ao longo dos últimos nove anos, revelou, segunda-feira, em Luanda, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, durante a cerimónia de comemoração dos 32 anos do Bloco 15, uma das principais áreas de exploração petrolífera offshore da Bacia do Baixo Congo.
De acordo com Diamantino Azevedo, os resultados dos novos blocos licitados não serão imediatos, uma vez que os projectos de exploração e desenvolvimento exigem vários anos até entrarem na fase de produção.
Na ocasião, o titular da pasta dos Recursos Minerais anunciou também que serão publicados, em breve, novos decretos executivos que vão definir os blocos disponíveis para futuros investimentos, tanto em águas profundas e ultra profundas como em áreas terrestres, o que vai abrir novas oportunidades para os investidores do sector.
Durante o evento, Diamantino Azevedo explicou que a meta oficial do sector continua a ser a manutenção da produção em torno de um milhão de barris diários, mas defendeu a definição de novos desafios, tendo em conta os investimentos realizados nos últimos anos na atribuição de novas áreas de exploração.
O repto foi dirigido à Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG) e o próprio ministério “para que seja estudada a possibilidade de ultrapassar a actual meta de produção”, afirmou.
Investimentos em curso no sector do ouro e nióbio
Diamantino Azevedo falou também sobre os investimentos, em curso, no subsector mineiro, nos segmentos do nióbio e ouro, e neste último, o ministro afirmou que existem vários projectos de prospecção, com destaque para a Refinaria de Ouro em que o Executivo está empenhado no início da actividade.
Segundo o governante, ainda este ano, será realizado um encontro específico com as empresas detentoras de direitos mineiros para a prospecção e exploração de ouro, com o objectivo de analisar de forma aprofundada os desafios e as oportunidades associadas à actividade aurífera em Angola.
Quanto ao nióbio, Diamantino Azevedo anunciou para breve a inauguração de um projecto que deverá marcar o início da produção deste mineral no país.
“Com a entrada de Angola na produção, o país poderá passar a integrar um grupo restrito de produtores deste mineral”, disse.



