A redução da informalidade no comércio, dos actuais 85 para 69 por cento até 2027, constitui uma das prioridades do Executivo para melhorar a organização dos mercados, ampliar a actividade formal e criar mais de 200 mil empregos.
O Presidente da República, João Lourenço, apresentou a iniciativa, ontem, durante o discurso sobre o Estado da Nação.
Segundo o mais alto Magistrado da Nação a estratégia inclui o reforço das infra-estruturas logísticas, a melhoria dos circuitos de distribuição e medidas destinadas a garantir maior regularidade no abastecimento de bens essenciais.
O objectivo, acrescentou, é tornar o comércio mais organizado e eficiente, aproximando os produtos dos consumidores e criando melhores condições para os operadores económicos.
“Neste domínio, está em curso a requalificação do Centro Logístico do Sequele, que deverá desempenhar um papel importante no abastecimento da região de Luanda e na melhoria dos circuitos de distribuição”, afirmou.
A infra-estrutura, continuou, pretende fortalecer as condições de recepção, armazenamento e encaminhamento de mercadorias, para uma maior eficiência logística e para a ligação entre produtores, comerciantes e consumidores.
PRODUTOS NACIONAIS GANHAM ESPAÇO
O Chefe de Estado destacou a certificação de mais de 49 mil micro, pequenas e médias empresas e a expansão do selo Feito em Angola, que já conta com mais de 4.300 produtos inscritos.
“A melhoria da qualidade é considerada essencial para que os produtos angolanos consigam competir com os importados e conquistar novos mercados, sobretudo num contexto em que o Executivo pretende aumentar as exportações não-petrolíferas e reforçar a presença de Angola nos mercados africanos”, frisou.
Os dados apresentados na mensagem presidencial indicam que as exportações não-petrolíferas cresceram 66 por cento, com destaque para o ferro, o aço, o cimento, o pescado e as bebidas.
As importações de bens alimentares diminuíram cerca de 595 milhões de dólares entre 2022 e 2025. &




