IA sai do laboratório chega à banca, aos petróleos, à saúde e a outros sectores

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser experimental e passou a ganhar vida no dia-a- -dia das empresas angolanas. Sectores como banca, petróleos e saúde são aqueles que já estão a tirar proveito desta tecnologia que veio revolucionar a forma de olhar para a produtividade, para os clientes e até para a alocação de recursos humanos em tarefas mais complexas que "ainda" exigem a mão crítica humana.
No sector financeiro, tudo começou com o lançamento de chatbots como o "Luena", assistente virtual do BAI, há mais de cinco anos, para entender melhor os clientes. Outros bancos, como o Millennium Atlântico, entraram na mesma onda. Entretanto, o salto qualitativo está na análise de risco e crédito, onde agentes de IA (com capacidade de agir e tomar decisões sem comandos) interpretam dados alternativos, como histórico de pagamentos de serviços e transacções, para criar produtos financeiros à medida dos clientes e conceder créditos.
Ao que o Expansão apurou, o Standard Bank Angola já explora agentes digitais que funcionam como consultores financeiros pessoais, enquanto o Banco Nacional de Angola (BNA) reforça a supervisão com sistemas automatizados de detecção de fraudes. Especialistas apontam que o sector está a fazer a transição da fase de testes para implementar agentes de IA em produção, o que permitirá maior eficiência operacional da banca em Angola. O que significa que é apenas o começo dos bancos hiperpersonalizados, onde agentes autónomos vão ser os gerentes de balcões digitais, como já acontece em outros países.
No sector do oil & gas, que além da transformação para uma indústria mais verde está também na vanguarda dos avanços em tecnologias emergentes no País. A Sonangol inaugurou, no início do ano, um centro de dados corporativo (pilar da IA) que está a permitir simular reservatórios e fazer manutenção preditiva, optimizando a produção em campos maduros. Para acelerar ainda mais a transformação do sector petrolífero, a multinacional SLB (antiga Schlumberger), empresa com presença em Angola há mais de 50 anos e uma das maiores fornecedoras mundiais de serviços tecnológicos para a indústria de petróleo e gás, abriu em Luanda o Africa Performance Center, há um ano, que utiliza IA para controlar remotamente operações de exploração. Enquanto a ExxonMobil, no Bloco 15, reduziu em 60% o tempo das inspecções ao usar drones autónomos com visão computacional, a TotalEnergies processa dados sísmicos 3D com 30% mais...


