As importações de bens alimentares em Angola registaram uma redução de 31,1 por cento no período entre 2017 e 2025, impulsionadas pelo bom desempenho da actividade agrícola e pecuária.
Os dados foram avançados sábado, na província do Cunene, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
Ao discursar na abertura oficial do Ano Agrícola 2026/2027, o governante revelou que o país atingiu uma produção recorde de 33 milhões de toneladas de produtos diversos na campanha agrícola de 2025/2026.
Este volume representa um crescimento de 7,1 por cento em relação ao período anterior, posicionando-se como um dos melhores registos da história canónica do sector no país.
José de Lima Massano destacou o desempenho da produção de raízes e tubérculos, que liderou os resultados com um crescimento de cerca de 9,1 por cento, atingindo 17,6 milhões de toneladas, o equivalente a 53,3 por cento da produção agrícola total nacional.
O balanço aponta igualmente para um crescimento de 7,7 por cento na produção de frutas, que alcançou as 7,8 milhões de toneladas, com destaque para o cultivo de banana, manga e ananás.
O ministro de Estado sublinhou que os sectores agrícola e pecuário têm vindo a consolidar-se de forma acelerada como um dos motores mais dinâmicos e estratégicos para a diversificação da economia nacional.
Famílias asseguram 80% da produção nacional José de Lima Massano reconheceu publicamente o empenho dos produtores agrícolas que têm impulsionado o crescimento dos produtos nacionais “nas bancas das praças e nas prateleiras dos mercados”, apesar dos desafios ainda evidentes para garantir a segurança alimentar “de modo consistente e pleno”.
O governante direccionou um agradecimento especial às mais de três milhões de famílias que, apoiadas por medidas governamentais de estímulo ao sector, respondem actualmente por cerca de 80 por cento de toda a produção agrária do país.
“Os produtos nacionais são visíveis e têm vindo a conquistar uma presença cada vez maior, pelo que gostaria de aproveitar esta oportunidade para dirigir uma palavra de reconhecimento e apreço a todos os que intervêm e fazem acontecer a agricultura e a pecuária em Angola”, sublinhou o ministro de Estado para a Coordenação Económica.
Cerca de 1,2 milhões de famílias receberam apoio
Os dados provisórios da última campanha indicam ainda que cerca de 1,2 milhões de famílias camponesas beneficiaram de apoio estruturado no âmbito do Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural.
Este programa integra iniciativas estratégicas como o Projecto de Transformação da Agricultura Familiar em Angola (MOSAP III), o Projecto de Desenvolvimento de Cadeias de Valor Agrícola de Cabinda e o Projecto de Agricultura Familiar e Acesso aos Mercados (SAMAP).
Para a presente campanha agrícola, o ministro de Estado, José de Lima Massano, garantiu que o país dispõe de cerca de 173 mil toneladas de fertilizantes diversos. Este volume será distribuído por todas as províncias em quantidades superiores às registadas nos anos anteriores.




