O reconhecimento foi feito ontem pelo conselheiro e chefe de missão da Embaixada japonesa, Unno Tetsuya, durante a apresentação do pavilhão do seu país, que espelha os 50 anos de cooperação económica bilateral.
O responsável garantiu que o empresariado japonês mantém um forte interesse em investir no mercado angolano, com especial destaque para os sectores da indústria, agricultura, pecuária e comércio. Actualmente, mais de 10 empresas do Japão operam em Angola, com maior incidência nas áreas de infra-estruturas e comércio — com foco na venda de automóveis. Unno Tetsuya sublinhou que a representação diplomática tem intensificado esforços para mobilizar mais homens de negócios, aproveitando o mercado fértil do país. O diplomata destacou ainda que o sector diamantífero angolano tem sido uma das áreas de forte captação de interesse para exportação rumo ao Japão. Projectos executadosO diplomata relembrou que, entre os grandes projectos apoiados pelo seu país em Angola, destacam-se a reabilitação e ampliação do Porto do Namibe e do Hospital Josina Machel. O histórico de cooperação inclui ainda acções de desminagem em várias províncias, além de assistência contínua nos sectores da Saúde, Educação, Agricultura, Pecuária, Pescas, Recursos Minerais e Ambiente. Unno Tetsuya sublinhou que este legado justifica a forte presença do Japão na FILDA, onde o pavilhão oficial ilustra as directrizes de uma amizade bilateral que já dura há 50 anos. O responsável referiu também que, desde a década de 90, o Governo japonês financiou mais de 40 operações de desminagem, num investimento global de cerca de 28 milhões de dólares. Este esforço, garantiu, continuará a ser reforçado para alcançar uma Angola totalmente livre de minas e garantir a segurança das populações locais.




