Luanda – A moeda nacional (kwanza) registou, até Agosto deste ano, uma trajectória de estabilidade face ao Dólar americano e uma ligeira valorização perante o Euro, o que interrompe um ciclo de depreciação iniciado em 2022, segundo o Banco Nacional de Angola (BNA).
Luanda – A moeda nacional (kwanza) registou, até Agosto deste ano, uma trajectória de estabilidade face ao Dólar americano e uma ligeira valorização perante o Euro, o que interrompe um ciclo de depreciação iniciado em 2022, segundo o Banco Nacional de Angola (BNA).
De acordo com dados do banco central a que a ANGOP teve acesso esta segunda-feira, a cotação média da moeda norte-americana situou-se em 912,634 kwanzas por dólar (Kz/USD) nos primeiros oito meses de 2026, consolidando a estagnação da variação cambial após quatro anos de pressão.
Em termos acumulados, a taxa de câmbio média do Dólar passou de 460,290 kwanzas em 2022 para os actuais 912,634 kwanzas, representando um aumento acumulado de 98,3% no período em análise.
O relatório aponta que o desempenho apurado até Agosto de 2026 marca um ponto de inflexão na trajectória cambial do país.
Depois dos aumentos expressivos registados em 2023 (44,96%) e em 2024 (30,72%), o ritmo de desvalorização abrandou significativamente em 2025, fixando a média em 912,286 Kz/USD (uma variação de 4,76%).
Já no período de Janeiro a Agosto de 2026, a taxa média ajustou-se apenas 0,04% em comparação com o exercício de 2025, confirmando a consolidação da estabilidade do Kwanza no mercado cambial nacional.
No que diz respeito ao Euro, o cenário é de inversão de tendência. A moeda europeia passou de uma cotação média de 686,290 Kz em 2022 para um pico de 1.073,251 Kz em 2025, acumulando uma alta de 55,2% no período.
De acordo com o documento, a média apurada até Agosto de 2026 recuou para mil e 65,411 Kz por euro, o que representa uma redução de 0,73% face a 2025 e traduz uma ligeira valorização da moeda nacional.
O relatório destaca ainda que a estabilidade cambial alcançada representa um factor determinante para a economia nacional, devido ao seu impacto directo no custo de bens e serviços importados, nas decisões de investimento, nos encargos das empresas com o exterior e no serviço da dívida titulada em moeda estrangeira.
Este abrandamento, refere o documento, resulta da combinação de vários factores macroeconómicos, com destaque para a disponibilidade de divisas provenientes do sector petrolífero, relação entre a oferta e a procura no mercado, nível das reservas internacionais e a condução da política monetária orientada pelo BNA.
Para o BNA, o comportamento do mercado cambial no último quadrimestre do ano será crucial para aferir se o kwanza consolida este período de estabilidade ou se voltará a sofrer pressões de desvalorização, num claro contraste com o padrão registado entre 2022 e 2025. OPF/DC



