Liderar é escolher | Decisões que moldam o futuro das organizações

Vivemos num mundo em constante movimento, num frenesim por vezes desenfreado, com desafios diários, necessidade de resultados imediatos positivos ou extraordinários. O desafio actual da liderança é a multiplicidade de escolhas difíceis que tem de fazer diariamente, neste contexto marcado por volatilidade económica, pressão sobre resultados, escassez de talento qualificado (a eterna escassez de talentos) e a necessidade de profissionais competentes e profissionais. Hoje, mais do que nunca, as decisões dos líderes, sobretudo os de topo tornaram-se um dos principais factores de sucesso ou de insucesso/atraso/ bloqueio das organizações.
Sejamos pragmáticos, liderar deixou de ser apenas executar. Liderar é escolher estrategicamente, sobretudo quando os recursos são limitados e o impacto humano das decisões é elevado. Acresce, que o líder não é perfeito.
Em muitas organizações, os líderes são confrontados diariamente com decisões críticas, que exigem decisão quase imediata (mesmo que não seja urgente).
Investir ou não no desenvolvimento das pessoas;
Ser ágil ou não na sua liderança;
Priorizar resultados imediatos em detrimento da sustentabilidade;
Centralizar decisões ou confiar nas equipas;
Avançar ou não com determinado programa, projecto;
Etc, etc.
Estas escolhas têm consequências directas, no dia-a-dia, e acrescentaria que o não investir nas pessoas é frequentemente o mais aplicado quando existem cortes, e que têm consequências negativas no médio e longo prazo que podem, por exemplo, traduzir-se em:
Baixa responsabilização,
Dependência excessiva da hierarquia,
Dificuldade na sucessão,
Aumento do turnover de talento qualificado,
Permanente recrutamento inadequado,
Burnout do próprio líder.
Reconheces alguma destas "dores"?
Estudos internacionais, como o Gallup, State of the Global Workplace Report , trazem-nos a evidência de que "70% do engagement das equipas depende da qualidade da liderança directa".
Certamente, não é uma surpresa, até porque a razão pela qual as pessoas pedem a demissão de uma organização, continua a ser por causa da liderança directa. Então, o que pode ser melhorado? Enquanto líder e decisor o que podes fazer de forma diferente?
Um dos problemas recorrentes nas organizações não é a falta de decisões, afinal, elas até são tomadas. Mas de que maneira? Através de uma não decisão? Ou de uma fraca execução?
Sabias que:
52% dos líderes admitem adiar decisões estratégicas por falta de alinhamento interno ou informação clara (McKinsey & Company, Decision Making in the Age of Uncertainty (2019-2023).
60% das estratégias falham na execução, sobretudo por desalinhamento entre liderança, pessoas e cultura (Harvard Business Review, Donald Sull, Rebecca Homkes & Charles Sull, Why Strategy Execution Unravels - and What to Do About It, 2015.)


