As actividades realizadas na Floresta do Maiombe, actualmente, resumem-se na produção de madeira apesar da existência de outras valências por explorar.
A afirmação é do chefe de departamento do Centro de Análises de Poluição e Controlo Ambiental (CAPA),Ariclenio Domingos, quando falava no Fórum Empresarial realizado à margem da Expo-Cabinda 2026.
Ariclenio Domingos esclareceu a exploração apenas da madeira na floresta do Maiombe deixa de lado a componente agro-florestal, casos da produção do café e do cacau, sectores com grande crescimento a nível do mundo.
Conforme explicou, a produção do cacau (cacau fino/especial) tem crescido 8 a 12 por cento anualmente em outras partes do mundo, sendo que a Floresta do Maiombe tem a vantagem natural de produzir um produto Premium.
Há, também, a necessidade de se explorar a manteiga de karité que, segundo disse, representa um mercado de alta demanda sobretudo na Europa.
Ariclenio Domingos afirmou que, apesar de não haver karité no Maiombe, esta pode ser obtida através do fruto da árvore muabi.
“Os frutos da muabi, além de servirem de componente industrial, constituem-se no principal alimento para os elefantes. Vale apelar que, quanto mais se abatem a muabi, mais os elefantes far-se-ão presentes nos locais agrícolas, causando danos à produção como tem acontecido há muitos anos”, afirmou.



