O país está a mobilizar mais de 100 empresas de diversos sectores estratégicos para participar da 9ª edição da Feira Internacional de Importação e Exportação da China, com uma estratégia orientada para a promoção das exportações não petrolíferas e a abertura de novos mercados para a produção nacional, anunciou a secretária de Estado para o Comércio e Serviços.
Augusta Fortes destacou a importância da participação angolana no certame, considerando a China um parceiro estratégico e um mercado com elevado potencial para a colocação de produtos nacionais.
De acordo com a responsável, a iniciativa surge num momento em que o Executivo tem vindo a adoptar medidas destinadas a reduzir a dependência das importações e aumentar a produção interna, criando condições para o reforço das exportações de produtos não petrolíferos.
A China abriu um canal de importação para mais de 40 países africanos, incluindo Angola, situação que, segundo a secretária de Estado, representa uma oportunidade para as empresas nacionais ampliarem a sua presença no mercado chinês.
Entre os produtos com potencial de exportação identificados estão o café em grão, o jindungo e o peixe, considerados produtos com capacidade de produção nacional e procura no mercado chinês.
No caso do café, Augusta Fortes explicou que Angola já possui experiência de exportação do produto transformado, depois do processo de torrefacção, mas existe actualmente uma oportunidade para aumentar a comercialização do grão de café em estado virgem para o mercado chinês.
A responsável referiu que Angola também dispõe de capacidade para produzir e exportar jindungo, enquanto as negociações para a entrada de peixe no mercado chinês continuam em curso devido a restrições sanitárias impostas pelo país asiático.
Uma das principais dificuldades, apontou, está relacionada com as exigências de quarentena aplicadas a determinados produtos alimentares destinados ao mercado chinês. Segundo Augusta Fortes, o grão de café já deixou de integrar a lista de produtos sujeitos a essa restrição, enquanto outros produtos continuam abrangidos pelas medidas.
Segundo explicou, a situação obriga, em alguns casos, os produtos angolanos a passarem por outros países antes de chegarem à China, onde são realizadas operações de comércio e distribuição, aumentando potencialmente os custos e a complexidade logística das exportações.
PAVILHÃO INSTITUCIONAL
Augusta Fortes fez saber que a presença de Angola no certame contará este ano com uma nova organização da participação empresarial. Ao contrário do modelo anterior, em que as empresas nacionais estavam concentradas num único pavilhão, os expositores vão ser distribuídos pelos sectores de actividade correspondentes.
Assim, disse, empresas dos sectores da Alimentação, Turismo, Banca e outras áreas estarão integradas nos respectivos pavilhões sectoriais, permitindo uma exposição mais directa junto de potenciais compradores e investidores.
Paralelamente, Angola contará com um pavilhão institucional destinado à apresentação das potencialidades económicas do país e à promoção das oportunidades de investimento e comércio.
Augusta Fortes garantiu que as condições para a participação estão a ser preparadas e revelou que várias empresas nacionais já iniciaram o processo de inscrição para o certame. &



