Lubango - O novo Mapa Turístico da província da Huíla, com a inclusão dos 23 municípios, atingiu uma taxa de execução de 80 por cento, cuja conclusão está prevista para final de Outubro próximo, segundo o Governo Provincial.
Lubango - O novo Mapa Turístico da província da Huíla, com a inclusão dos 23 municípios, atingiu uma taxa de execução de 80 por cento, cuja conclusão está prevista para final de Outubro próximo, segundo o Governo Provincial.
Trata-se de uma iniciativa do Governo da Huíla, cuja execução está a cabo da plataforma digital, “Hotéis Angola".
Com um financiamento de cinco milhões de Kwanzas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) o projecto, iniciado em princípios deste ano, foi elaborado com base na actual divisão Política Administrativa (DPA) do País, onde a Huíla passou, em 2025, de 14 para 23 municípios.
Até ao momento, a ferramenta já reúne informações sobre estradas, rios, unidades de apoio e pontos turísticos, recursos minerais e agro-pecuários a biodiversidade do Parque Nacional do Bicuar, entre outros, para servir de referência e guiar, tanto os cidadãos nacionais, como os estrangeiros que pretendam visitar à Huíla.
O facto foi tornado público, esta terça-feira, no Lubango, pelo director do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo da Huíla, Tiago Pinto, durante a apresentação do mapa aos membros do Governo da província, operadores do sector turístico e representantes do PNUD.
Afirmou que o progresso actual do projecto reflecte o mapeamento dos principais pontos de interesse de vários municípios, após um trabalho conjunto com as administrações locais, com agregação de dados essenciais sobre as unidades hoteleiras, restauração, patrimónios históricos, cascatas e serviços públicos de saúde.
Disse que iniciativa visa colmatar a falta de informação e guiar os visitantes pelas áreas mais icónicas da província, bem como responder às necessidades logísticas e de transporte, sobretudo dos turistas estrangeiros.
“Para alcançar a meta total de execução a equipa técnica foca-se agora na recolha de sugestões através de consultas alargadas com agentes do sector e com a comunidade académica para integração de mais informações”, frisou.
Referiu que a organização vai trazer no projecto a rede de transportes públicos para garantir que os turistas, sem viatura própria, consigam viajar com facilidade até os municípios, onde depois vão poder contactar as agências e os guias locais para aceder às zonas mais recônditas.
Para além da rede de transporte, acrescentou que a organização pretende, dentre outras, inserir sugestões como a gastronomia local e espécies de plantas e da fauna raras e endémicas no País e no mundo.
Afirmou o plano de distribuição prevê o lançamento de uma versão digital e a tiragem de mil exemplares impressos, que vão ser espalhados pelas principais entradas da província.
Sobre a sustentabilidade da iniciativa, disse que vai ser reforçada pela comercialização de espaços publicitários, cujas receitas vão financiar futuras impressões e actualizações anuais do mapa.
Por sua vez o promotor da plataforma “Hotéis Angola”, Jorge Nunes, explicou que o projecto se encontra em fase de auscultação e recolha de conteúdos, para a sua finalização, onde vai contar com duas versões, uma impressa, condicionada pelo limite de espaço físico, e uma digital, que integrará um volume maior de dados.
Salientou que a base de dados do projecto tem contabilizado mais de 100 pontos catalogados em toda a província, os quais estão a ser introduzidos gradualmente e enquanto alguns locais constarão em ambas as versões, outros serão exclusivos da vertente digital.
Fez saber que a equipa responsável do projecto tem a composição de cinco técnicos e está focada na inserção progressiva de novos elementos essenciais, tais como dados sobre a fauna e a flora locais, para garantir um mapeamento detalhado e com perspectivas de actualização contínua no futuro.
A vice-governadora para o sector Político, Social e Económico da Huíla, Maria João Chipalavela, considerou ser uma manifestação que permite fazer do turismo uma actividade não económica, mas com um valor mais profundo e marque a vida do cidadão.
“Vamos sonhar com as oportunidades que este mapa turístico pode oferecer. Deve ser algo dinâmico, com a plasticidade de incorporar as medidas que o desenvolvimento social, económico e tecnológico apresentarem com o tempo”, manifestou. EM/ALH



