Gestora por percurso e engenheira de formação, Michelle A. LaPoint chegou à direcção-geral da ALNG OPCO, a operadora da fábrica de gás natural liquefeito do Soyo, depois de mais de vinte anos ao serviço da Chevron, numa carreira que começou no estudo dos reservatórios e a levou por quatro continentes.
Formou-se em Engenharia de Petróleos pela Universidade Estadual do Luisiana, nos Estados Unidos da América, em 2001, numa altura em que as mulheres eram ainda uma minoria nas salas de aula e nos campos petrolíferos. No ano seguinte, entrou para a Chevron como engenheira de petróleos, e nunca mais deixou a companhia.
O seu caminho não se fez num só lugar. Passou pelo Ocidente da Venezuela, como responsável pelo crescimento estratégico, e pelas águas profundas do Golfo do México, onde liderou a equipa de subsuperfície do projecto Tahiti, um dos grandes empreendimentos da empresa naquela região.
Foi assessora do vice-presidente executivo para a área de Upstream, na Califórnia, e, em Houston, no Texas, assumiu a modernização dos sistemas e processos de gestão da companhia, à frente do departamento de Enterprise Digital Delivery.
Angola não lhe é estranha. Antes de chegar à ALNG, já havia trabalhado em Luanda como Directora de Apoio às Operações da Cabinda Gulf Oil Company (CABGOC), conhecendo de perto a realidade do sector no País.
Seguiu-se a Austrália.
Em Perth, a partir de 2022, foi Directora-Geral de Desenvolvimento de Activos da Chevron Austrália, com uma área de responsabilidade vasta: exploração e avaliação de jazigos, planeamento de novos campos, perfuração e completação de poços e gestão dos reservatórios em produção.
Rigor técnico e visão de gestão: é desta combinação rara que se faz o retrato de uma das mulheres que hoje ocupam lugar de topo na indústria petrolífera em Angola.




