Ministra das Finanças defende necessidade de aceleração das reformas

Luanda - A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, defendeu, esta quinta-feira, em Luanda, a necessidade de aceleração das reformas no Sector Empresarial Público (SEP), para assegurar a independência de muitas empresas do Orçamento Geral do Estado (OGE).
Ao encerrar o Encontro Anual do Sector Empresarial Público, realizado sob o lema “Caminhos para a sustentabilidade: racionalização, reestruturação ou privatização”, destacou que a celebração da Independência Nacional constitui um momento de balanço sobre o papel do sector que, ao longo dos 50 anos, desempenhou funções decisivas na consolidação da soberania, geração de emprego e apoio ao desenvolvimento.
Reconheceu, no entanto, que os erros e vícios acumulados, em diferentes fases da história do país, se transformarem em passivos que pesam sobre a economia.
“Em muitas ocasiões, o Estado assumiu-se como principal provedor de bens e serviços, solução que foi necessária, mas que também gerou ineficiências, acomodações e dependências que hoje comprometem a qualidade dos serviços públicos”, sublinhou, citada pelo jornal Economia e Finanças.
Segundo Vera Daves, a reflexão feita no encontro confirma que já não basta olhar para o passado com orgulho, mas sim para se fazer diferente, pelo que enfatizou ser preciso “encarar o futuro com coragem, não é apenas académico nem técnico, é um compromisso nacional perante o povo angolano”.
Vera Daves de Sousa apontou que os dados apresentados evidenciam duas realidades distintas, nomeadamente empresas que, com inovação e disciplina, superaram adversidades e alcançaram resultados positivos, e outras que continuam dependentes de capitalizações do Estado, consumindo recursos que deveriam ser aplicados em sectores prioritários como a educação, saúde e infra-estruturas estratégicas.
“Essa dependência crónica não é sustentável, nem aceitável, o esforço de todos os angolanos, expresso nos impostos que pagam, deve traduzir-se em empresas sólidas, capazes de gerar valor, inovação e bem-estar para a sociedade”, sublinhou.
Salientou as linhas orientadoras da reforma em curso para racionalizar, eliminar redundâncias e focar em objectivos de reestruturar, para profissionalizar as empresas viáveis e privatizar, sempre que essa for a via mais eficaz para assegurar investimento, eficiência e sustentabilidade.



