Talatona – O ministro do Turismo, Márcio Daniel, afirmou esta terça-feira, em Luanda, que a rede diplomática deve assumir um papel central na promoção de Angola como destino turístico internacional, através da transformação do potencial natural em vantagens competitivas capazes de atrair visitantes nacionais e estrangeiros no país.
Talatona – O ministro do Turismo, Márcio Daniel, afirmou esta terça-feira, em Luanda, que a rede diplomática deve assumir um papel central na promoção de Angola como destino turístico internacional, através da transformação do potencial natural em vantagens competitivas capazes de atrair visitantes nacionais e estrangeiros no país.
Ao ministrar uma aula magna do Programa Diplomatas do Futuro (TDF), subordinada ao tema “Promoção de Angola através da Experiência Turística”, o governante estruturou a sua intervenção em dois eixos, nomedamente o posicionamento de Angola através da experiência turística e o papel da diplomacia como instrumento de "soft power" (poder de influência e atracção).
Segundo Márcio Daniel, Angola precisa de ultrapassar o discurso centrado no potencial turístico e apostar na criação de experiências capazes de despertar o interesse dos visitantes. "O país dispõe de florestas tropicais, desertos e cerca de 1 650 quilómetros de costa marítima, mas esses recursos, por si só, não garantem a atracção de turistas", acrescentou.
Para o ministro, a competitividade do sector deve ser medida pelo valor efectivamente proporcionado ao visitante, pelo facto do turismo nacional ser abrangente para ficar circunscrito à actuação do Ministério do Turismo.
O responsável salientou que a experiência turística começa antes da chegada ao país, durante a pesquisa de informações e os primeiros contactos com consulados e embaixadas, que constituem algumas das primeiras referências de Angola para os potenciais visitantes.
“A diplomacia é um instrumento para comunicar Angola ao mundo, mas é a experiência vivida que vai ditar como o mundo vai conhecer o país. É um binómio”, frisou.
Márcio Daniel considerou ainda que o turismo pode desempenhar um papel estratégico na projecção internacional de Angola, através da capacidade de atracção e persuasão, características do soft power, em vez da imposição.
No domínio das prioridades estratégicas, defendeu a selecção de produtos turísticos com identidade própria e capacidade para diferenciar o país no mercado internacional.
Com 326 municípios, cada um com características e produtos identitários próprios, alertou para os riscos de dispersão de recursos na tentativa de desenvolver todas as ofertas em simultâneo.
Na sua perspectiva, Angola deve escolher um produto turístico suficientemente abrangente para representar o país, mas, ao mesmo tempo, específico para criar uma identidade diferenciadora e gerar preferência nos mercados internacionais.
A aula magna insere-se no Programa Diplomatas do Futuro e reflecte a aposta do Executivo no alinhamento da diplomacia económica com a Estratégia Nacional de Promoção Turística.
A sessão destacou, igualmente, a marca “Visit Angola”, lançada pelo Ministério do Turismo para unificar a comunicação internacional do país, enquanto destino turístico.
A aposta surge numa fase em que o sector procura passar de uma abordagem centrada no potencial turístico para um modelo orientado para a competitividade, com enfoque na melhoria da cadeia de atendimento e na captação de turistas internacionais.
O Ministério do Turismo tem defendido a priorização de produtos turísticos com vantagens competitivas claras, tendo como referência experiências de países como Cabo Verde, Rwanda, Namíbia e África do Sul. DOC/GIZ/QCB




