Ministro incentiva exploração do potencial da Bacia de Cassange

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, incentivou, quarta-feira, em Ndalatando, o sector empresarial público e privado a desenvolver trabalhos de prospecção sobre o potencial mineralógico da Bacia de Cassange, nas províncias do Cuanza-Norte e Malanje, com vista a atrair investidores a instalar empresas para gerar emprego para os jovens e melhorar a qualidade de vida das comunidades.
Diamantino Azevedo discursava na abertura do Fórum sobre Investimento no Sector de Recursos Minerais, Petróleo e Gás", sob o lema "O Investimento no Sector Mineiro e Petrolífero como Alavanca para a Diversificação Económica", prestigiado pela presença do governador da província do Cuanza-Norte, João Diogo Gaspar, em que especialistas dos subsectores passaram em revista estratégias para o reforço do programa de diversificação económica, plasmado do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027.
Desenvolvimento sustentável
O titular da pasta dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás asseverou, por outro lado, que o sector de Petróleo e Gás continua a ser o motor principal da economia angolana, na medida em que representa mais de 95 por cento das nossas exportações, cerca de 30% do PIB e 60% das receitas fiscais do Estado.
"Queremos um sector Petrolífero moderno, sustentável, eficiente e que continue a gerar receitas, mas que, também, seja a base para a diversificação e a inovação, numa fase em que estamos a implementar uma estratégia para manter a produção acima de um milhão de barris de petróleo por dia e atrair novos operadores, através de licitações regulares e novas regras operacionais", augurou.
O Cuanza-Norte, avançou o ministro, é uma província que se destaca em vários sectores económicos, mas não devemos perder de vista que tem muito mais para oferecer, pois possui um potencial mineral significativo já confirmado em alguns casos por vários estudos e projectos em andamento, desde o ouro, aos minérios de manganês, quartzo, grilho, metais ferrosos, rochas ornamentais, entre outros de grande valor comercial.
No quadro do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027, disse, estão em curso acções tendentes à melhoria do conhecimento geológico do território, aumento da produção de diamantes e ouro, ampliação da capacidade de lapidação do país, desenvolvimento de projectos de cobre, metais não ferrosos e rochas ornamentais apostar nos agrominerais com impacto directo na agricultura.
"Em breve, a primeira refinaria de ouro no país, em construção na província de Luanda, criará novas oportunidades de valorização do ouro nacional. Precisamos de preparar as bases para que Angola não seja apenas produtora de matéria-prima, mas sim transformadora da sua riqueza mineral", frisou.
Gás natural
O ministro disse ainda que a produção de gás natural constitui uma aposta estratégica do Executivo, ao sustentar que o Novo Consórcio do Gás já iniciou a exploração dos campos Quiluma e Maboqueiro, vocacionados para alimentar a fábrica Angola LNG, a Central do Soyo, a futura fábrica de amónia e ureia, por se tratar de componentes essenciais para os fertilizantes e outros grandes projectos industriais.
O ministro frisou ainda que Angola já está a investir em energia solar e de hidrogénio verde, em parceria com empresas alemãs, na Barra do Dande, com uma capacidade para produzir 280 mil toneladas de amónia verde por ano.
Governador destaca potencial do Cuanza-Norte
O governador da província do Cuanza-Norte, João Diogo Gaspar, confirmou, durante a abertura do fórum nacional de recursos minerais, a existência de estudos geológicos que certificam a existência de recursos estratégicos, como ouro, diamante, quartzo e manganês, a nível da região.
De acordo com o governador, a província detém igualmente um potencial de ferro, carvão mineral, mercúrio, águas minerais, e rochas ornamentais, com destaque para o mármore de diferentes tonalidades, como o branco, preto, verde, vermelho e cinza.
Para o governador, o potencial mineiro existente, conferem ao Cuanza-Norte uma atractividade singular, para investimentos estruturantes no sector de tutela, com impacto directo na industrialização e agregação de valor local e nacional.
Apelou aos empresários vocacionados nesta área a trabalharem com responsabilidade, compromisso e visão estratégica, não se dedicando, apenas, à extracção, mas, sobretudo, à industrialização dos recursos minerais, garantindo um crescimento sustentável, inclusivo e gerador de valor local.



