Ministro José de Lima Massano destaca integração financeira entre Angola e RDC

Luanda - O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, garantiu esta quinta-feira, em Kinshasa, que o sistema de pagamentos existente entre Angola e a RDC serve para permitir a formalização dos fluxos financeiros entre operadores económicos dos dois países.
Ao intervir na sessão de encerramento do terceiro Fórum Económico RDC - Angola, assegurou que os bancos comerciais dos dois países actuam sobre o mesmo sistema de pagamentos, a rede SWIFT, e utilizam com intensidade a mesma moeda de pagamentos para transacções no comércio internacional, o Dólar dos Estados Unidos.
Para o governante angolano, significa que não há uma barreira técnica ou tecnológica para a formalização do comércio e dos fluxos financeiros entre a RDC e Angola.
De acordo com uma nota de imprensa, José de Lima Massano informou que o Memorando, a ser celebrado entre os bancos centrais de Angola e da RDC, irá facilitar a disseminação de informação e a conformação das opções de pagamento pelos operadores económicos, em alinhamento às boas práticas de gestão empresarial, às regras de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao cumprimento das responsabilidades fiscais.
De acordo o ministro de Estado para a Coordenação Económica, quando o sector privado encontra estabilidade, previsibilidade e cooperação institucional, a economia avança e a integração fica facilitada.
Disse querer ver dinamizada a acção e funcionamento das Câmaras de Comércio Angola-RDC, destacando, por isso, a necessidade de os operadores privados se organizarem melhor, para estabelecerem canais permanentes de diálogo e concertação entre si.
O terceiro Fórum Económico RDC-Angola decorreu em Kinshasa, RDC, nos dias 1 e 2 deste mês, sob o tema "Integração Sub-Regional e Desenvolvimento do Comércio Transfronteiriço".
O certame reuniu membros dos governos, funcionários da administração pública, instituições financeiras, operadores económicos, bem como especialistas dos dois países, com objectivo de promover o desenvolvimento do comércio formal transfronteiriço, reforçar a integração económica e financeira e propor medidas concretas para estimular o investimento e parcerias económicas.
Os participantes notaram que, apesar do considerável potencial comercial entre os dois países, várias restrições continuam a dificultar o seu desenvolvimento, incluindo a predominância do comércio informal.


