Luanda – O volume de negociação do Mercado de Capitais fixou-se em 1 764,71 mil milhões de kwanzas, no segundo trimestre de 2026, representando um crescimento de 66,65% face ao mesmo período de 2025.
Luanda – O volume de negociação do Mercado de Capitais fixou-se em 1 764,71 mil milhões de kwanzas, no segundo trimestre de 2026, representando um crescimento de 66,65% face ao mesmo período de 2025.
A informação foi divulgada esta terça-feira, em Luanda, pela a técnica senior de Planeamento Estratégico da Comissão de Mercado Capitais (CMC), Albertina Santana, durante a apresentação de Desempenho do Mercado de Capitais no segundo trimestre de 2026.
Na ocasião, sublinhou que o valor reflecte o número de negócios situado em 13 mil e 406, o que representa um aumento de 96,71% face ao período homólogo.
De acordo com a técnica, no período em análise, as Obrigações do Tesouro Não Reajustáveis (OT-NR) representaram a maior fatia das transacções em mercado regulamentado, com 77,55% do volume total, seguida das Obrigações do Tesouro em Moeda Externa (OT-ME), com 17,06%, os Bilhetes de Tesouro (BT), com 4,64%, e as Acções (0,70%).
Albertina Santana fez saber que as menores participações foram registadas pela Oferta Pública (OP), com 0,04%, e Unidade de Participação (UP), com apenas 0,0002%.
Disse que, comparativamente ao segundo trimestre de 2025, observa-se um reforço da predominância das OT-NR, que passaram de 55,17% para 77,55% do volume total transaccionado.
No mesmo período, as OT-ME reduziram a sua participação de 42% para 17,06%, enquanto os BT aumentaram de 2,65% para 4,64% e as Acções de 0,13% para 0,70%, as OP registaram um ligeiro aumento de 0,03% para 0,04%, ao passo que a UP diminuiu de 0,012% para 0,0002%.
Referiu que o Mercado de Registo de Operações sobre Valores Mobiliários (MROV) representou a maior fatia das transacções, com 760,61 mil milhões, seguindo-se o Mercado de Operação de Reporte (MOR), com 591,81 mil milhões, as MBTT (401,98 mil milhões) e as MBA (9,94 mil milhões).
Sublinhou que os particulares continuaram a se destacar como a tipologia de investidor com maior participação nas transacções realizadas, representando 84,85% do total, enquanto as empresas participaram com 15,15%.
Comparativamente ao segundo trimestre de 2025, período em que os particulares representavam 88% das transacções e as instituições 12%, observou-se um aumento da participação das empresas, acompanhado por uma redução da representatividade dos particulares.
Em termos de volume financeiro negociado, as empresas mantiveram a liderança, com Kz 1 655,21 mil milhões, muito acima dos Kz 109,50 mil milhões movimentados pelos particulares, comparativamente ao segundo trimestre de 2025, verificou-se um crescimento expressivo do volume negociado por este segmento.
Por seu turno, o director do Departamento de Estudos, Estratégia, Desenvolvimento e Comunicação da CMC, Dalvim Pipa, realçou que a divulgação da informação estatística de qualidade é fundamental para o desenvolvimento do mercado de capitais angolano.
Nesse contexto, continuou, a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) reconhece a comunicação social como um parceiro estratégico na disseminação de informação rigorosa, credível e acessível junto dos investidores e do público em geral.
“O tema central desta sessão sobre o Desempenho do Mercado de Capitais no segundo trimestre de 2026 tem como objectivo apresentar os principais resultados e indicadores de mercado referentes ao período em análise, proporcionando uma visão clara sobre a sua evolução e dinâmica”, frisou. HM/QCB


