
Nos últimos anos, tenho acompanhado com atenção redobrada o percurso do Banco Millennium Atlântico. E tenho assistido, com genuíno interesse, a uma transformação que vai muito além dos produtos financeiros que uma instituição bancária tradicionalmente oferece. O ATLANTICO tem marcado um ritmo diferente, um compasso que merece ser ouvido e celebrado. Quando olhamos para o que esta instituição tem feito, especialmente no campo da sustentabilidade e do empoderamento feminino, percebemos que não estamos perante acções isoladas ou gestos de ocasião. Estamos perante uma visão estratégica clara, bem definida e, o mais importante, vivida no dia-a-dia. Não há aqui a preocupação de preencher relatórios ou de embelezar balanços com iniciativas de fachada. Há, isso sim, uma coerência que se vai desenhando ao longo do tempo, como quem constrói uma casa sólida, tijolo a tijolo, sabendo que o alicerce é o que verdadeiramente importa. O projecto “Njango” é, talvez, a expressão mais bonita e mais bem-sucedida dessa coerência. O nome, por si só, já carrega um simbolismo poderoso. Njango, na tradição angolana, evoca a ideia de encontro, de partilha, de comunidade. É um espaço de diálogo e escuta, onde as histórias se cruzam e as vozes se elevam. É, numa palavra, um guarda-chuvas que abriga acções concretas, mas que abriga também sonhos e esperanças. E, ao contrário de tantas iniciativas que se perdem no papel, o Njango já está a dar frutos. As mulheres que por ele passam, que participam nas suas formações, que se sentem acolhidas e valorizadas, são a prova viva de que este é um caminho com futuro. Lançado com a missão de promover a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento do talento feminino, o Njango nasce de uma certeza que deveria ser óbvia, mas que infelizmente ainda não é para todos: nenhuma organização, sociedade ou país alcança o seu verdadeiro potencial quando deixa metade da sua força para trás. É uma afirmação de uma simplicidade desarmante, mas a sua aplicação prática exige coragem, visão e, acima de tudo, acção. E o ATLANTICO tem demonstrado essas três qualidades com uma convicção que merece ser sublinhada e aplaudida. A adesão aos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs), uma iniciativa global da ONU em parceria com o Pacto Global das Nações Unidas, tornou o Banco no primeiro do sector financeiro angolano a dar esse passo. Não foi um gesto simbólico, mas um compromisso formal com sete princípios orientadores que visam fortalecer a liderança feminina, assegurar a igualdade de oportunidades no ambiente de trabalho e fomentar práticas empresariais inclusivas e sustentáveis. É a afirmação de que a equidade de género não é uma palavra vazia, mas um compromisso que se cumpre no dia-a-dia. Mas não se ficou por aí. A parceria com o programa “10,000 Women Online”, do IFC e da Goldman Sachs, que oferece formação empresarial de excelência a mulheres empreendedoras de Pequenas e Médias Empresas, é um investimento concreto no tecido empresarial feminino do país. Com temas como liderança, marketing e negociações, o programa capacita mulheres para que possam crescer nos seus negócios e, com eles, contribuir para o desenvolvimento económico de Angola. “Capacitar a mulher empreendedora é semear conhecimento para colher transformação”, reforçou no acto de lançamento o Banco. E os frutos dessa sementeira já começam a ser visíveis: mulheres que antes não tinham acesso à formação de qualidade, hoje lideram os seus negócios com mais confiança e competência. A recente inauguração da Sala de Amamentação no Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto é mais um capítulo desta história de transformação. Um espaço pensado para proporcionar conforto, privacidade e dignidade a mães e bebés, localizado no Pier A e de acesso livre e gratuito para todas as mães em viagem. À primeira vista, pode parecer um gesto pequeno. Mas é profundamente simbólico. Porque cuidar de uma mãe que viaja com um bebé ao colo não é um luxo. É um acto de humanidade. É reconhecer que as mulheres, mesmo naquelas circunstâncias de pressa e cansaço, merecem dignidade. É a prova de que o cuidado não deve ser privilégio, mas regra. Esta sala não é uma flor solta no asfalto. Ela insere-se no Njango, que por sua vez se insere numa visão mais ampla de sustentabilidade que integra os critérios ESG no centro da operação do Banco. É a demonstração de que a inclusão não se limita ao acesso a serviços bancários, mas se estende ao acesso a condições dignas que permitam a todos os cidadãos viver com plenitude. E se dúvidas houvesse sobre a seriedade deste compromisso, basta olhar para o sistema de pagamentos *400# Agiliza, que já ultrapassou a marca de um milhão de utilizadores em todo o território nacional, democratizando o acesso aos serviços bancários e levando inclusão financeira a lugares onde o banco tradicional não chega. Da proximidade física à proximidade digital, o Banco tem percorrido um caminho de inovação constante, sempre com o mesmo propósito: transformar vidas. O que mais me impressiona, enquanto observador atento, é a visão estratégica que sustenta tudo isto. O ATLANTICO compreendeu que a banca do futuro não se mede apenas pelos activos financeiros, mas pela capacidade de gerar valor social, de criar pontes e de responder a desafios que vão muito para além do universo bancário. Compreendeu que ambientes fortes se construem com diversidade de pensamento, valorização do capital humano e cultura de oportunidade. E, acima de tudo, compreendeu que quando investimos no desenvolvimento da mulher, não estamos apenas a transformar carreiras. Estamos a fortalecer famílias, equipas e a própria sociedade. Ao celebrar 20 anos de história, o ATLANTICO não se limita a olhar para trás com orgulho. Olha em frente com a certeza de que o caminho se faz com gestos concretos, silenciosos, profundos. O Njango é a prova de que é possível inovar com responsabilidade, escutar as comunidades e transformar a estratégia em experiências que tocam a vida real das pessoas. É a afirmação de que o papel da mulher na sociedade não é uma questão acessória, mas central para o desenvolvimento de Angola. Que outras instituições sigam este exemplo. Que entendam que a sustentabilidade não é um custo, mas um investimento. Que o futuro de Angola se constrói com igualdade, com inclusão e com a certeza de que ninguém fica para trás. O Njango é um bom começo. E, pelos frutos que já começa a dar, é também um bom caminho.





