O grupo OMATAPALO abriu uma nova frente de expansão na República Democrática do Congo (RDC) ao formalizar, em Kinshasa, um Memorando de Entendimento com o Ministério das Infra-estruturas e Obras Públicas para a identificação, estruturação e desenvolvimento de projectos prioritários de engenharia civil e infra-estruturas no país.
O acordo poderá abranger grandes projectos associados às infra-estruturas governamentais, parlamentares e judiciais localizadas nas imediações da circular rodoviária de Kinshasa, além de outras iniciativas sob tutela do Ministério das Infra-estruturas e Obras Públicas.
A cooperação, segundo uma nota a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, prevê uma abordagem integrada, que poderá incluir estudos e soluções de engenharia, financiamento, fornecimento de equipamentos e materiais, bem como a execução das obras.
Mais do que um entendimento de natureza institucional, o memorando cria um quadro para que a empresa angolana amplie a sua participação num dos mercados de infra-estruturas com maiores necessidades de investimento da região. Para a OMATAPALO, a RDC passa, assim, a assumir um papel mais relevante na estratégia de internacionalização e diversificação geográfica do grupo.
A assinatura decorreu em Kinshasa e contou com a presença do Ministro das Infra-estruturas e Obras Públicas da RDC, John Banza Lunda, de outras altas entidades governamentais e de representantes da Embaixada de Angola na RDC, conferindo à iniciativa uma dimensão simultaneamente económica, institucional e diplomática.
O grupo OMATAPALO esteve representado pelo director-geral na RDC, Luís Marques, que considerou o entendimento como a concretização de uma visão partilhada e o início de uma “marcha estratégica para o progresso”.
“Esta é a concretização de uma visão partilhada e o início de uma marcha estratégica para o progresso. O grupo OMATAPALO está preparado para colocar a sua experiência, capacidade técnica e competências de engenharia ao serviço do desenvolvimento de infra-estruturas que contribuam para a modernização e o progresso socio-económico da República Democrática do Congo”, afirmou o gestor, citado no documento.
O memorando prevê que a cooperação possa abranger as diferentes fases necessárias à concretização dos projectos, desde a concepção e os estudos técnicos até à mobilização de financiamento, fornecimento de equipamentos e materiais e execução das infra-estruturas.
Esta abrangência coloca a OMATAPALO perante oportunidades que vão além da prestação convencional de serviços de construção, aproximando-a de modelos integrados de desenvolvimento de projectos.
Com experiência na execução de projectos de engenharia, construção civil e infra-estruturas, o grupo pretende transferir para o mercado congolês capacidade técnica, conhecimento e soluções adaptadas às necessidades de modernização do país.
A parceria insere-se igualmente num contexto de crescente aproximação económica entre Angola e a RDC, dois mercados vizinhos com interesses comuns em matéria de conectividade, infra-estruturas e integração regional. A participação de empresas angolanas em projectos no território congolês poderá reforçar a dimensão empresarial dessa relação e criar novas oportunidades de circulação de capital, conhecimento e capacidade técnica entre os dois países.
Para a OMATAPALO, a presença na RDC integra uma estratégia mais ampla de crescimento internacional, assente na entrada em novos mercados através de parcerias com instituições públicas e privadas e na capacidade de mobilizar diferentes competências ao longo da cadeia de desenvolvimento de infra-estruturas.
O novo Memorando de Entendimento marca, deste modo, o início de uma nova etapa na relação entre a OMATAPALO e as autoridades congolesas, ficando agora por transformar o quadro de cooperação em projectos concretos.
O seu impacto empresarial dependerá da estruturação e adjudicação das iniciativas identificadas, mas o potencial de participação em obras de grande dimensão coloca a RDC como um mercado estratégico para a próxima fase de internacionalização do grupo.



