Os profissionais de contabilidade devem reforçar os mecanismos de identificação e verificação antes de aceitar qualquer cliente, a fim de prevenir o envolvimento em práticas de branqueamento de capitais.
O alerta foi feito ontem, em Luanda, pela bastonária da Ordem dos Contabilistas e Peritos Contabilistas de Angola (OCPCA).Cristina Silvestre falava no seminário sobre “Compliance, Avaliação de Risco e Prevenção do Branqueamento de Capitais, Financiamento ao Terrorismo e Proliferação de Armas de Destruição em Massa”.
De acordo com a bastonária, os membros da Ordem devem conhecer detalhadamente os clientes, os proprietários das empresas e a origem dos fundos movimentados antes de celebrarem qualquer contrato, sublinhando que a aceitação de novas contas não deve ser orientada apenas pelo aumento de rendimentos.
A responsável advertiu ainda que os membros da OCPCA comprovadamente identificados como cúmplices ou coniventes com práticas ilícitas enfrentarão sanções disciplinares graves, incluindo a perda da carteira profissional.
O encontro, de carácter preventivo, visou sensibilizar a classe para a importância da identificação antecipada de riscos. Em representação da directora-geral do UIF (Unidade de Informação Financeira), Fausta Muzumbi, a assessora Jacira Van-Dúnem frisou que o workshop serviu de reflexão sobre as responsabilidades que recaem sobre cada instituição e profissional na defesa da transparência, integridade e segurança do sistema económico e financeiro nacional.
Yara Manuel




