Ottoniel dos Santos defende nova etapa da cooperação económica entre Angola e Portugal

O secretário de Estado para as Finanças e Tesouro de Angola defende que a nova etapa da cooperação económica entre Angola e Portugal deve privilegiar o investimento produtivo, assente na criação de capacidade instalada, na transferência de conhecimento, na formação de quadros nacionais e no fortalecimento dos fornecedores locais.
Ottoniel dos Santos falava na abertura do IX Business Networking Angola-Portugal, onde destacou as oportunidades de investimento em sectores estratégicos, como a agricultura, a agro-indústria, as pescas, a indústria transformadora, as energias renováveis, o turismo, a saúde, a logística, as tecnologias de informação e os serviços financeiros.
Na ocasião, apelou às empresas portuguesas para que encarem Angola não apenas como um mercado de destino, mas também como uma plataforma de produção, criação de valor e acesso aos mercados africanos.
Já o presidente da CCIPA, João Luís Traça, destacou o papel da Câmara na aproximação entre empresários dos dois países ao longo de mais de 35 anos de existência.
Traça recordou a participação da CCIPA em iniciativas recentes como o Doing Business Angola, em Lisboa, o Fórum Empresarial do Corredor do Lobito Angola-UE, o Encontro Empresarial Angola-Europa e a conferência Radar África, e sublinhou dados sobre a redução da dependência alimentar de Angola, com as importações de bens alimentares a cair de 19% para 14% do total importado entre 2018 e 2025.
“Sectores como a agricultura, o turismo, a indústria transformadora, a energia, a logística e a economia digital representam hoje oportunidades concretas de parceria entre empresas portuguesas e angolanasˮ, assefurou.
Promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal–Angola, a iniciativa contou ainda com a presença do Secretário de Estado da Economia de Portugal, João Rui, do Embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias, e do Cônsul-Geral de Portugal em Angola, Paulo Graça.
O encontro reuniu perto de 500 empresários, investidores, gestores, representantes institucionais e decisores, confirmando a vitalidade da relação empresarial entre Angola e Portugal e a importância de criar espaços de contacto directo entre empresas, mercados e oportunidades.


