Nos últimos 9 anos, foram investidos cerca de 99 mil milhões de dólares com a perfuração de 38 poços de exploração dos quais resultaram 16 descobertas.
A informação foi avançada, quarta-feira, em Luanda, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, ao proferir o discurso de abertura da 7ª edição da Conferência e Exposição Angola Oil & Gas, em representação do Presidente da República, João Lourenço.
NOVAS CONCESSÕES
José de Lima Massano avançou que neste período, foram negociadas 72 novas concessões, estando 44 já assinadas e as restantes 28 em fase de aprovação.
“Continuamos a expandir a fronteira exploratória, procurando descobrir novos recursos, renovar reservas e criar as condições necessárias para sustentar a produção no longo prazo”, reconheceu.
No que toca à produção de gás, José de Lima Massano avançou que as reformas permitiram uma transição notável onde o gás, antes visto apenas como um subproduto do petróleo bruto (gás associado), tornou-se agora num sector relevante.
FOCO ACTUAL
Na visão do ministro de Estado, o foco actual está na exploração de campos de gás não associado e no desenvolvimento de projectos em grande escala, como são os casos de Quiluma e Maboqueiro, no âmbito do Novo Consórcio de Gás, e a construção da fábrica de fertilizantes no Soyo.
Estes projectos, disse, estabelecem uma ligação directa entre recursos naturais, energia, indústria e agricultura, porquanto servem para alimentar o consumo industrial e doméstico, a produção de energia eléctrica e a produção nacional de fertilizantes necessários para a agricultura, reduzindo dependências externas e reforçando a segurança energética e alimentar.
Ao mesmo tempo, continuou, contribuem directamente para a industrialização do país, satisfazendo o propósito do país de maior integração nacional. Os derivados de petróleo, referiu, representam igualmente uma oportunidade para reduzir a dependência de importações, diminuir a exposição externa e reter uma parcela maior do valor gerado pelos recursos do país.
Com este propósito, disse, está a ser reforçada a capacidade nacional de refinação com a inauguração da Refinaria de Cabinda, em 2025, e da Refinaria do Lobito que deve entrar em funcionamento em 2028.
COMPROMISSO
Segundo o chefe da Equipa Económica do Governo, investir no futuro do país significa continuar a atrair capital, conhecimento, explorar os recursos naturais com responsabilidade, aumentar a transformação interna e desenvolver empresas competitivas que ofereçam boas oportunidades de emprego para os jovens.
Com isso, disse, Angola continua comprometida com o desenvolvimento do sector de Petróleo e Gás de modo responsável, competitivo e sustentável.
“Tem os uma visão alargada que ultrapassa a simples exploração e produção, prevendo uma maior integração local”, frisou.
Como avançou, o país quer que uma parcela crescente do valor associado aos recursos naturais seja criada dentro das fronteiras, gerando mais actividade económica, empregos e competências, contribuindo para o crescimento da economia e o bem-estar da população.
Na materialização desta visão, frisou, tem-se vindo a implementar um conjunto de reformas e iniciativas destinadas a criar melhores condições para o desenvolvimento abrangente da indústria.
Com isso, José de Lima Massano reconheceu os desafios colocados pelas alterações climáticas e a necessidade de se avançar para uma transição energética justa.
Por isso, o ministro de Estado defendeu uma transição gradual, equilibrada e inclusiva, que permita conciliar os objectivos de descarbonização com o imperativo do desenvolvimento económico e social do país.
“Vamos continuar a produzir hidrocarbonetos, mas de forma cada vez mais responsável, eficiente e sustentável”, sublinhou.
O país, referiu, vai utilizar tecnologias eficientes e consolidar uma matriz energética diversificada, combinando os hidrocarbonetos e o gás natural com a energia hidroeléctrica, solar, eólica e a biomassa. &



