O Executivo angolano pretende mobilizar mais investimentos para projectos da Economia Azul, com vista a reforçar a monitorização e fiscalização dos ecossistemas, bem como o ordenamento dos espaços marinhos e costeiros, garantiu, ontem, em Luanda, a ministra das Pescas e dos Recursos Marinhos.
Carmem do Sacramento Neto falava durante uma mesa-redonda ministerial, sob o tema “Prioridade Estratégica e Cooperação”, realizada à margem da 3.ª Conferência Internacional de Alto Nível sobre a Economia Azul em África. Segundo Carmen do Sacramento Neto, o Executivo considera crucial garantir a disponibilidade de meios para a recolha eficaz de dados económicos, sociais e ambientais em todos os países. Esta base de informação permitirá harmonizar as políticas regionais e fortalecer a governação dos oceanos. A governante sublinhou que Angola possui uma estratégia estruturada para o mar, apoiada por um documento de referência que define o ordenamento do espaço marinho nacional. Estas directrizes já estão integradas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027 e fundamentaram a criação da Comissão Multissectorial para os Assuntos do Mar, instituída pelo Presidente da República. De acordo com a ministra, é no âmbito desta comissão que o país tem reforçado o seu compromisso com a conservação marinha, a investigação científica e a monitorização de ecossistemas. As prioridades incluem o combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, bem como a participação activa nos principais acordos internacionais de governança oceânica, com destaque para o Tratado do Alto Mar (BBNJ).




