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Perto das 09h00, em Luanda, o Brent, referência para as exportações angolanas, recuava 0,14%, para 88,40 USD por barril, depois de ter acumulado uma valorização de cerca de 6% na semana passada. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, desvalorizava 0,76%, para 81,77 USD por barril.
Apesar da instabilidade que persiste na região, os produtores do Médio Oriente continuam a assegurar volumes elevados de exportações de crude através do Golfo Pérsico. Segundo fontes próximas do mercado citadas pela Bloomberg, os fluxos de petróleo estarão a superar as estimativas do mercado em cerca de quatro milhões de barris por dia.
A manutenção destes níveis de oferta tem ajudado a limitar a pressão de alta sobre os preços, mesmo perante o agravamento das tensões geopolíticas. O mercado permanece, por isso, dividido entre o risco de interrupções no fornecimento e a capacidade dos produtores da região de manterem o crude a chegar aos mercados internacionais.
O estreito de Ormuz continua a ser um dos principais focos de atenção dos investidores, dada a sua importância para o transporte mundial de petróleo. Qualquer perturbação significativa nesta rota poderá aumentar os receios de uma quebra da oferta e voltar a colocar pressão sobre os preços da matéria-prima.



