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O Brent, de referência para as exportações angolanas, avança 0,59%, para 92,16 dólares por barril, depois de ter acumulado uma valorização superior a 5% nas quatro sessões anteriores. No mercado norte-americano, o West Texas Intermediate (WTI) sobe 0,38%, para 86,16 dólares por barril.
A nova subida dos preços ocorre num contexto de crescente preocupação dos investidores com o impacto que um agravamento das sanções ao Irão poderá ter sobre a oferta global de petróleo. O país é um dos principais produtores mundiais e qualquer perturbação nos seus fluxos de exportação poderá aumentar a pressão sobre um mercado já condicionado por restrições na oferta.
Segundo a imprensa internacional, Donald Trump classificou as novas medidas como uma iniciativa de dimensão inédita contra Teerão. "Constituirão uma guerra económica e um isolamento numa escala sem precedentes", escreveu o Presidente norte-americano numa publicação nas redes sociais. "Este será um DIA D ECONÓMICO, e precisamos que todos os nossos aliados se unam aos Estados Unidos", acrescentou.
Segundo Trump, os países que permitirem que instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais prestem apoio ao Irão poderão enfrentar consequências económicas por parte de Washington.
O pacote pretende, em particular, apertar o cerco às redes utilizadas para contornar as sanções norte-americanas e manter os fluxos financeiros e comerciais com o exterior. Entre os mecanismos visados estão o contrabando de petróleo, as operações de câmbio, as transferências de dinheiro em numerário, as casas de câmbio, os registos de navios e a utilização de empresas-fantasma.
A possibilidade de novas restrições às exportações iranianas coloca assim um novo prémio de risco sobre o petróleo, numa altura em que os investidores acompanham de perto a evolução das tensões geopolíticas e o seu potencial impacto sobre a oferta mundial.



