PIIM entrega 1.305 projectos em todo o território nacional

O Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) já permitiu a conclusão de 1.305 projectos em todo o território nacional, com intervenções concentradas em sectores considerados essenciais para a melhoria das condições de vida das populações.
Os dados foram apresentados, hoje, em Luanda pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, durante a discussão e votação do projecto de resolução sobre a apreciação da Conta Geral do Estado referente ao exercício fiscal de 2024. Segundo o governante, os projectos concluídos pelo PIIM abrangem, sobretudo, áreas como educação, saúde, fornecimento de energia eléctrica e abastecimento de água, sectores com impacto directo no quotidiano das comunidades. José de Lima Massano destacou o papel da administração local na execução do programa, salientando que 94% dos projectos são realizados pelos órgãos da Administração Local do Estado. “Mantemos o PIIM no conjunto das prioridades da governação, pelo impacto positivo que provocam na vida dos cidadãos”, sustentou. Outros indicadores Além do PIIM, José de Lima Massano apontou outros indicadores que, segundo o Executivo, reflectem a evolução das condições socioeconómicas do país. Entre eles está a redução da insegurança alimentar severa, que passou de 19,5% da população, em 2023, para 11,7%, em 2025, permitindo que cerca de 2,7 milhões de cidadãos deixassem essa condição. No domínio do emprego, o governante referiu que a taxa de desemprego caiu para cerca de 21%, contra aproximadamente 30% em 2024. Nos últimos três anos, acrescentou, foram criados cerca de 774 mil novos postos de trabalho no sector formal da economia. O ministro destacou ainda o alcance do Kwenda, que já chegou a 1,5 milhões de famílias, através de transferências monetárias e acções de enquadramento produtivo destinadas à redução das vulnerabilidades sociais. No plano macroeconómico, Massano afirmou que a economia angolana mantém uma trajectória positiva, tendo registado um crescimento de 5,32% no primeiro trimestre de 2026. A inflação, por sua vez, prosseguiu a tendência de desaceleração, enquanto o rácio da dívida pública sobre o Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 71%, em 2023, para cerca de 51%, em Junho deste ano.


