Porto do Lobito movimenta acima de 930 mil toneladas

Mais de 930 mil toneladas de mercadorias diversas, com destaque para enxofre, cobalto, cobre, entre outras, foram transportadas, durante o primeiro semestre deste ano, pelo Porto do Lobito.
As mercadorias tiveram como destino países da Europa, América e Ásia e foram transportadas por 177 navios. A cifra está dentro do cronograma do Porto do Lobito, que prevê atingir, até Dezembro, a meta de 2 milhões de toneladas. Os dados foram tornados públicos pelo presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, à margem da mesa-redonda subordinada ao lema "Economia, Logística e Desenvolvimento Regional", que teve como tema "Sustentabilidade do Corredor do Lobito", no âmbito da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre desde terça-feira (21) até hoje, domingo (26), na Zona Especial Económica, na província de Icolo e Bengo. "No final do ano, em função da dinâmica, conseguiremos atingir os 2 milhões de toneladas de carga transportadas pelo nosso corredor, através do Porto do Lobito", assumiu. Celso Rosas disse que o Porto continua a transportar, fundamentalmente, minérios, com destaque para o cobalto, cobre, manganésio e enxofre. Do exterior para o país, acrescentou, tem-se registado uma série de importações de acessórios e matérias-primas que ainda hoje são utilizadas em algumas indústrias, o que tem permitido fomentar a produção agrícola e industrial e, sobretudo, o desenvolvimento de uma série de serviços ao longo da região Centro e Sul de Angola. A 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda, reconheceu, tem um grande impacto, na medida em que, por esta via, todos os feirantes e visitantes que passaram pelo stand do Porto do Lobito e tiveram a oportunidade de, mais uma vez, manter contacto directo com o Corredor do Lobito e com as instituições que o constituem, tal como é o caso do Porto do Lobito. Como é sabido, frisou, durante muito tempo, e, sobretudo, para muitos cépticos, o Corredor do Lobito era um mero projecto. Hoje, não. Está-se diante de um corredor de desenvolvimento económico e social, que engloba não só o traçado da linha férrea do Caminho-de-Ferro de Benguela, que parte, praticamente, do Lobito (Benguela) até ao Luau (Moxico), estendendo-se até à República Democrática do Congo (RDC), já em funcionamento, mas assegurando o transporte de minérios, sobretudo de cobre, entre outros. "Estamos a trabalhar para que, na verdade, se possa construir a linha que nos vai ligar à Zâmbia, justamente para que todos os pontos que integram o Corredor, sobretudo os que têm a ver com os destinos, nomeadamente Zâmbia, RDC e Angola, possam funcionar dentro de um esquema intermodal, onde o Porto do Lobito é o elo fundamental da interligação", disse.


