O barril de petróleo Brent, referência das exportações angolanas, iniciou a semana nos 87,4 dólares, nível que estabiliza o preço médio do mês nos 81,30 dólares. No OGE/2026, Angola fixou um preço de 61 dólares.
A posição conservadora permite que as contas anuais do país sigam com normalidade ante as instabilidades dos mercados, que, recentemente, elevaram o preço de venda até aos 100 dólares, mas imediatamente recuou aos 90 e agora segue na casa dos 80 dólares. Na consulta aos principais quadros de preços de mercado da commoditie, o Brent (petróleo do Mar do Norte, Europa), que é a qualidade em formato mais leve produzido por Angola, apresentou-se com valores próximos nas principais plataformas. A Investing.com marcou a referência nos 86,74 dólares, enquanto a PetroAngola apresentava um negócio mais optimista com preços de 90,93 dólares. Ambas concordaram no cenário de queda em relação aos fechos dos dias anteriores. A Investing.com marca um recuo de 5,32 por cento (USD 4,87). Já a PetroAngola sinalizou 6,04 por cento (USD 5,85). As referências registaram-se até ao meio-dia de ontem. Voltando as contas e impacto dos preços no OGE, considerando que Angola projectou uma produção diária média a oscilar entre 1,05 e 1,5 milhão de barris, o preço médio de 81,30 dólares resulta num encaixe previsional de 2,56 mil milhões a 3,65 mil milhões de dólares. De impostos petrolíferos, Angola beneficia de cerca de 37 por cento do total da receita mensal arrecadada pelo sector. Quer isto dizer que no caso de a receita mensal de Julho, por exemplo, ser de 2,56 mil milhões de dólares, as contas públicas beneficiam de 947,2 milhões de dólares. Já se forem registadas receitas acima dos 3,65 mil milhões, a arrecadação do país sobe para os 1,35 mil milhões de dólares. Um barril de Brent é uma medida de, aproximadamente, 122 litros. O petróleo no seu mais alto historial de Angola já chegou aos 120 dólares por cada barril, enquanto em posição inversa também já caiu até os 30 dólares.




