Luanda - O Presidente do Botswana, Duma Gideon Boko, constatou, esta quarta-feira, o andamento da construção da futura Refinaria de Petróleo do Lobito e as oportunidades que a mesma vai oferecer ao mercado regional e internacional.
Na ocasião, Duma Gideon Boko constatou a dimensão da futura refinaria, depois de informações que tinha rfecebido da ministra dos Recursos Minerais e Energia do seu país, Bogolo Kenewendo, que visitou as obras, a 28 de Abril de 2026.
Na sua deslocação ao Lobito, Duma Gideon Boko e sua delegação foram acompanhados pelos ministros angolanos das Relações Exteriores, Téte António, e dos Recursos Minerais, Petroleos e Gás, Diamantino de Azevedo, do governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, e do presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Martins.
Sebastião Martins confirmou que, além do Botswana, há outras entidades interessadas em investir na Refinaria do Lobito, como o Fundo Soberano de Angola, bancos angolanos e chineses, entre outros.
Quanto aos trabalhos em curso, disse que se encontram a 26 por cento de execução física e a Sonangol já investiu, até ao momento, 1.6 mil milhões de dólares.
Disse ainda que, depois de 2029, altura em que todas as estruturas estarão erguidas, a companhia projecta instalar um complexo petroquímico na zona da refinaria.
Segundo Sebastião Martins, uma vez concluído o processo de refinação, além dos produtos necessários para Angola e para região, vai também permitir que se inicie a fabricação de uma série de produtos nesta linha, como microfones.
A futura Refinaria do Lobito está implantada num área de três mil e 800 hectares, onde se pode observar o complexo administrativo, terraços, uma marine, a adutora e as vias de acesso.
A mesma vai ter capacidade para processar 200 mil barris de petróleo por dia.
Entre os produtos a rerem refinados constam gasóleo, gasolina, Jet-A1 e fuel oil, além da produção de betume e enxofre que são a matéria-prima para outros tipos de actividades.



