Produção de citrinos no Zaire dá sustento a várias famílias

A produção de citrinos constitui um factor de estabilidade social e económica de milhares de famílias do município do Nóqui, província do Zaire, tendo, ao momento, gerado uma colheita superior de 17,9 mil toneladas de laranja, tangerina e limão.
O dado foi avançado ao Jornal de Angola pelo director municipal da Agricultura. NzolanaMudiambu fez estas declarações à margem das festividades da elevação da vila à categoria de município, cujos 64 anos foram celebrados a 1 de Agosto. Na ocasião, disse que, apesar da região ser um grande produtor de citrinos, com destaque para a laranja, a produção continua a ser de subsistência, pelo facto de as famílias continuarem a recorrer ao trabalho braçal, para a preparação de pequenos espaços que não passam de ou dois hectares. Segundo ZolanaMudiambu, as autoridades do município pretendem inverter o quadro, para que, o cultivo de citrinos passa a ser um dos motores de desenvolvimento económico do Nóqui, tendo em conta, o imponente mercado da República Democrática do Congo (RDC) que absorve a maior parte da produção. A entrega de insumos agrícolas, nomeadamente, tractores e respectivas alfaias, enxadas, catanas e outros meios necessários, constam das estratégias da Administração Municipal para que o Nóqui possa incrementar os espaços cultivados e consequente aumento da produção de laranjas, tangerinas e limões. "O cultivo de citrinos, ainda, é caracterizado por uma produção familiar, cujas áreas são reduzidas, por ser, ainda, de subsistência. Por considerar-se um factor de estabilidade social e económica, a Administração Municipal, nas suas estratégias, pretende inverter o quadro, através da promoção da agricultura mecanizada, de modo a tornar-se comercial", avançou. O director avançou que o futuro aumento da produção de citrinos deve ser acompanhado com a instalação de uma fabriqueta, para a sua transformação em sumos, no sentido de agregar maior valor àqueles produtos e, por esta via incrementar os ganhos das famílias produtoras. Foi construído um mercado de venda e compra de citrinos, numa estratégia que visou congregar produtores e compradores provenientes, tanto da RDC, como de Mbanza Kongo e Luvo. A medida permitiu também acabar com a exposição desorganizada de laranjas na fronteira com o país vizinho.


