Os dados constam dos Indicadores de Curto Prazo na Indústria, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e mostram que, além da subida de 11,7% face ao segundo trimestre de 2025, a produção industrial cresceu 9,2% relativamente aos primeiros três meses deste ano.
A indústria extrativa foi a que apresentou o crescimento mais expressivo, com uma variação homóloga de 38,3%. Já a indústria transformadora, com maior peso no conjunto da atividade industrial, cresceu 14%.
Destaca-se a indústria alimentar, cuja produção aumentou 24,5%, e a indústria do vestuário, com um crescimento de 31,8%. Em sentido contrário, a produção de calçado caiu 14,6%.
Também os setores ligados à eletricidade e à água registaram uma evolução positiva. A produção de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria aumentou 8,7%, enquanto a captação, tratamento e distribuição de água cresceu 9,4%.
Apesar do aumento da produção, a evolução do volume de negócios foi bastante mais moderada. O respetivo índice cresceu apenas 0,2% em termos homólogos. A indústria extrativa voltou a apresentar a subida mais acentuada, de 82,6%, enquanto o volume de negócios da indústria transformadora aumentou 8%.
O setor da eletricidade, gás e vapor apresentou, por outro lado, uma quebra de 10% no volume de negócios. Entre os diferentes ramos da transformação, o vestuário destacou-se com uma subida de 74,3%, enquanto o calçado recuou 5,3%.
Apesar disso, o mercado de trabalho teve uma evolução positiva, com o emprego na indústria a crescer 4,1% em termos homólogos e o número de horas trabalhadas a aumentar 2,6%.
Também as remunerações brutas registaram uma subida mais expressiva, de 10%. Na indústria transformadora, o crescimento foi de 14,7%, chegando a 19,7% na indústria alimentar e a 17,1% no conjunto das outras indústrias transformadoras.



