Angola reforça o aumento da segurança e a capacidade de recuperação dos sistemas digitais do Estado, com a entrega do Centro de Backup do Governo angolano que visa cuidar os registos públicos e garantir que os serviços digitais do Estado não parem.
Trata-se de uma infra-estrutura destinada a reforçar a protecção dos dados e assegurar a continuidade dos serviços digitais da Administração Pública e faz parte do sistema do Data Center e Cloud Nacional.
A cerimónia foi presidida esta Terça-feira, 25, em Luanda, pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Augusto da Silva Oliveira.
O acto destaca mais uma etapa da transformação digital da Administração Pública, com foco na protecção dos dados governamentais, na continuidade dos serviços públicos digitais e no reforço da soberania digital de Angola.
Em entrevista à imprensa, Mário Oliveira disse que o centro foi completamente requalificado e remodelado em termos de infraestrutura física, tecnológica e os aplicativos correspondentes. No entanto, toda essa actividade que têm estado a desenvolver faz parte de todo o plano do Governo e do Ministério em particular na protecção dos dados, na defesa da soberania digital e da transformação digital do país.
“A nossa economia, o Governo, os cidadãos e o nosso dia-a-dia temos passado por um processo de digitalização, aderindo assim um conjunto de serviços digitais e dentro desta filosofia nós temos estado a criar condições para que os dados do país e dos cidadãos estejam completamente protegidos e sediados em Angola”, enfatizou o governante, salientando que com isto apostaram na modernização do centro, para que possam ter os dados no país e que a soberania digital seja um facto.
O governante destacou ainda que com a reinauguração criaram também condições para os jovens poderem fazer estágios profissionais e estudantis com o objectivo de melhorar o conhecimento das tecnologias.
No entanto, ressaltou que a juventude angolana é resiliente e acutilante no que toca ao aprendizado e desenvolvimento de tecnologia de informação. “Nós, com esta acção, estamos a contribuir para que os nossos jovens possam cada vez estar preparados para a defesa da soberania digital do país e, com isso, contribuir para a transformação digital do país”, frisou.
O Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI) e o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Comunicações (FADCOM) assinaram um memorando de entendimento focado na criação de estágios remunerados para estudantes e jovens investigadores em tecnologias de informação.
O memorando foi oficializado durante a entrega e reinauguração da sede do Centro Nacional de Tecnologias de Informação (CNTI), que passou a contar com um novo centro de dados de backup.
Por sua vez, o director-geral do INFOSI, André Pedro disse que os estágios têm a duração de três a seis meses na área de Tecnologia de Informação e será remunerado com um valor estimado em 90 mil kwanzas mensais por estagiário.
“Queremos então incentivar a nossa juventude a investigar cada vez mais nas tecnologias e, naturalmente, os estágios remunerados vão sempre representar uma vantagem na vida dos nossos jovens”, reforçou o responsável do INFOSI.



